Criando valor ao agronegócio por meio de uma cultura de confiança, transparência e integridadevoltar

Publicado em : 21/06/2017
Criando valor ao agronegócio por meio de uma cultura de confiança, transparência e integridade

As empresas e os empresários, devem, inexoravelmente, abraçar e traduzir em ações a cultura da confiança, da transparência e da integridade

Ana Malvestio¹ e Daniela Coco2

A sociedade está se transformando rapidamente e os reflexos no mundo dos negócios é notável, com novos desafios associados a questões de confiança e ética. As megatendências identificadas pela PwC – as mudanças demográficas, a urbanização acelerada, o deslocamento do poder econômico global, os avanços tecnológicos, as mudanças climáticas e a escassez de recursos – têm aumentado a complexidade no ambiente de negócios.

No agronegócio, não seria diferente e, pela natureza das operações, as consequências de algumas dessas megatendências são ainda mais contundentes. Um dos grandes desafios do setor está nas cadeias de fornecimento de matéria-prima, em que as empresas se veem obrigadas a gerenciar um grande número de fornecedores. Nessas situações, transparência e integridade, que são cada vez mais exigidas, nem sempre são valores compartilhados como parâmetros que possam garantir segurança, qualidade e confiança.

Segundo a estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2,2 milhões de pessoas morrem por ano por doenças causadas pelo consumo de água e alimentos contaminados. Adicionalmente, cerca de três quartos das empresas que atuam ao longo da cadeia de alimentos registram pelo menos um evento disruptivo por ano, geralmente associado aos fornecedores, provocando prejuízo de milhões de dólares. E ainda, estima-se que fraudes em alimentos custem, a nível global, US$ 30 a 40 bilhões para essa indústria, todo ano.

A cadeia de alimentos brasileira tem sido constantemente abalada por escândalos que enfraquecem a confiança dos consumidores. Situações como fraudes no transporte terceirizado do leite, contaminação de bebida achocolatada e, mais recentemente, a tão veiculada Operação Carne Fraca, colocam empresas, produtos e marcas em situação de desconfiança e descrédito. O consumidor cada vez mais conectado, sofisticado e globalizado não busca entender a raiz do problema nem questiona a veracidade das informações divulgadas – muitas delas falsas ou, no mínimo imprecisas. A combinação de um ambiente de negócios cada vez mais desafiador e um consumidor cada vez mais (des)informado, tem compelido governos e empresas a adotar medidas mais restritivas visando garantir a observância dos padrões de qualidade e segurança dos alimentos.

No Brasil, o governo vem adotando algumas medidas nesse sentido. Em 2015, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou a RDC24, resolução que trata do recolhimento de alimentos (ou recall em inglês), tornando obrigatória a notificação do procedimento e definindo em detalhes todas as ações a serem tomadas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após a deflagração da Operação Carne Fraca, revisou e atualizou o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) – conjunto de diretrizes para produção de produtos de origem animal. Já a portaria nº 705, de 7 de abril de 2017, instituiu o Programa de Integridade, que visa estimular a implantação de políticas de compliancepelos estabelecimentos agropecuários.
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Fonte: CanaOnline
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