Enegrecendo o canavialvoltar

Publicado em : 10/11/2014
Enegrecendo o canavial

A região sudeste do Brasil, principalmente o Estado de São Paulo, vem passando por uma das maiores estiagens de sua história. O último verão, normalmente um período caracterizado por muitas chuvas, chegou e foi embora como um dos mais secos e quentes já registrados. Essa severa estiagem permaneceu nos meses seguintes, inclusive em setembro e outubro, quando, praticamente, não houve chuva.

Essa seca interminável é extremamente prejudicial para a cana-de-açúcar, que tem seu desenvolvimento afetado. Nessa safra, a estiagem deve provocar uma quebra de 50 milhões de toneladas. Outro fator negativo decorrente de um período seco é o aparecimento de pragas e doenças, que encontram condições mais favoráveis para suas incidências. Uma dessas doenças é o carvão, causada pelo fungo Sporisorium scitamineum, cujo período seco favorece a disseminação, penetração e a infecção dos esporos pela lavoura.

Roberto Chapola, pesquisador científico da Ridesa/UfSCar, ressalta que sob condições de estresse, mesmo variedades resistentes ao fungo podem apresentar sintomas da doença, pois estão menos resistentes não conseguem desenvolver todo o seu potencial. As perdas relacionadas ao carvão são mais visíveis sobre as soqueiras do que na cana-planta e a manifestação é mais pronunciada no período do perfilhamento, com picos de carvão bem pronunciados.

O Carvão da cana-de-açúcar tem provocado muitos prejuízos ao longo das últimas décadas, sendo, portanto, temido, devido aos altos níveis de danos. Segundo o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Pery Figueiredo, essa doença foi constatada no Brasil em 1946. Naquela época, a prática de controle adotada era radical, e consistia na exclusão total da doença. “Naquela oportunidade, só era permitido o plantio de variedades altamente resistentes (AR). Além disso, a Comissão do Carvão da Cana mantinha vigilância constante nos canaviais, eliminando qualquer foco de carvão que aparecia sobre as lavouras”.

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Fonte: Leonardo Ruiz
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