Indefinição sobre a venda das Usinas da Renuka do Brasil vira drama no oeste paulistavoltar

Publicado em : 07/09/2017
Indefinição sobre a venda das Usinas da Renuka do Brasil vira drama no oeste paulista
Usina Madhu, ex-Equipav, uma das maiores usinas do mundo em capacidade de moagem, 6,5 milhões de toneladas

Leilão Judicial da Revati, que deveria ter ocorrido em 4 de setembro, foi cancelado, esticando a novela

Era grande a expectativa dos credores, funcionários e fornecedores de cana da Revati, unidade da Renuka do Brasil, localizada em Brejo Alegre, no oeste paulista, para o leilão judicial da unidade marcado para 4 de setembro. Mas o leilão foi suspenso a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), titular de garantias hipotecárias da companhia e ainda não há uma nova data para o leilão da usina.

Um total de três empresas se inscreveram para o leilão da usina Revati. A Cofco do Brasil, Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) e Interface Brasil Securitizadora foram os grupos que manifestaram à Justiça interesse em participar do leilão.

Após o prazo de inscrições para participar do leilão, surgiu a notícia de que a Raízen também tinha interesse. A notícia animou aqueles que seriam beneficiados com a venda da unidade, mas foi apenas boato, a empresa divulgou nota negando que havia se habilitado para o leilão.
A venda da Revati, que tem capacidade instalada para moer 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, faz parte do processo de recuperação judicial da Renuka do Brasil, aprovado em maio pelos credores. Com dívida de aproximadamente 2,7 bilhões de reais, a empresa está em recuperação judicial desde outubro de 2015.

A Renuka do Brasil é subsidiária da indiana Shree Renuka Sugars, que iniciou investimentos no país em 2010 e foi atingida juntamente com o restante do setor por baixos preços do açúcar e pelo controle de preços de combustíveis que vigorou em governos anteriores.

Em 2016, os credores chegaram a aprovar um plano que previa a venda da outra usina da empresa, a Madhu, em Promissão, também no oeste paulista e com capacidade de moagem de 6,5 milhões de toneladas de cana. A unidade foi a leilão em dezembro por 700 milhões de reais, mas não atraiu interessados. Depois teve seu segundo leilão judicial marcado para 23 de janeiro de 2017, mas também foi suspenso a pedido do BNDES.
A indefinição sobre a venda das unidades da Renuka já se tornou um drama no oeste paulista, a região espera com ansiedade o fechamento dos negócios, para que a economia volte a prosperar.

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Fonte: CanaOnline
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