Menor emissão de poluentes e de consumo de diesel contribuem para a certificação no campovoltar

Publicado em : 01/06/2017
Menor emissão de poluentes e de consumo de diesel contribuem para a certificação no campo
Hoje, a certificação da produção agrícola é um diferencial competitivo, no futuro será um requisito básico para a venda

O produtor de cana José Reinaldo Schiavon é dono do sítio Sonho Meu, localizado na região paulista de Bariri. A terra é pouca, apenas oito hectares, no entanto, o sítio Sonho Meu apresenta um grande diferencial: foi uma das primeiras áreas canavieiras a receber o RSB Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB), reconhecimento mundial da sustentabilidade do processo produtivo da cana-de-açúcar que possibilita, por exemplo, a comercialização de créditos de carbono.

A conquista de Schiavon é uma prova de que os pequenos agricultores não apenas podem, mas também devem investir em certificações que comprovem a sustentabilidade da produção. “Eu recomendo a certificação para os meus amigos, pois, além de melhorar a propriedade em todos os quesitos, ainda será a única alternativa para aqueles que desejam continuar plantando cana-de-açúcar. No futuro, as usinas não vão mais receber cana de fornecedor que não tenha canavial certificado”, alerta o produtor.

Esse futuro apontado por Schiavon está próximo, pois o mercado, cada vez mais aumenta a exigência para a presença de selos verdes na produção de açúcar, etanol, soja, café, carne, ou qualquer outro produto agrícola. E a contagem de emissões de poluentes e consumo de diesel no processo produtivo consta nas planilhas de cálculos das certificadoras.

Lucas Engelbrecht, da área de Desenvolvimento de Negócios – Sustentabilidade da SGS-Brasil, líder mundial em inspeção, verificação, testes e certificação, explica que, no caso da cana-de-açúcar, a certificação mais completa é a Bonsucro. “Para a avaliação dessa certificação, preenchemos uma planilha, chamada Calculator, que apresenta indicadores que englobam o processo produtivo. Na parte social, há itens como qualidade no ambiente de trabalho e saúde e segurança. Na área ambiental destaca temas como área de proteção permanente, consumo hídrico e indicadores sobre emissões de poluentes e a quantidade de consumo de combustíveis fósseis. A planilha calcula qual o volume de emissões da empresa para a produção de etanol e açúcar. Essa informação é passada aos compradores.”

Também faz parte da Bonsucro, diz Engelbrecht, o Plano de Gestão Ambiental (PGA), no qual, produtores e usinas devem traçar ações para reduzir os impactos ambientais. “Essa parte que envolve maquinário, era um ponto muito difícil de atuar. O volume de emissão com diesel era uma ação indireta, pois acontecia independente de usinas e produtores. Agora, o mercado disponibiliza equipamentos menos poluentes e com menor consumo de diesel, o que permitirá incluir no PGA ações no sentido de reduzir as emissões com o combustível fóssil.”

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Fonte: CanaOnline
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