“Não é apenas plantar. O setor deve tratar as árvores como uma cultura”voltar

Publicado em : 13/11/2017
“Não é apenas plantar. O setor deve tratar as árvores como uma cultura”
Sócios-proprietários da Florestal Casa da Árvore: Luiz Otávio Frota Pinto e Matheus Pinto Vieira. Foto: Divulgação Florestal Casa da Árvore

Manutenção da área por, no mínimo, três anos é vital para o sucesso do reflorestamento

Grande parte das usinas que possuem programas de reflorestamento contam com viveiros próprios que fornecem mudas para a realização de seus projetos de plantio. Porém, é comum que a demanda suplante a produção. Neste caso, elas optam por adquirir mudas de empresas especializadas.

Uma dessas empresas é a Florestal Casa da Árvore, que além de produzir e fornecer mudas florestais, elabora e executa projetos de reflorestamentos nativos e comerciais, com mão de obra especializada e manutenção das áreas por um tempo pré-determinado em contrato. A empresa atua num raio de 500 km de sua sede, localizada no município mineiro de Varginha.

O sócio proprietário da Empresa, Matheus Pinto Vieira, afirma que nos últimos anos as usinas de cana-de-açúcar passaram a se atentar mais para o reflorestamento de suas áreas, seja por motivos legais ou para obtenção de certificações. Tanto que, atualmente, elas respondem por 40% do seu negócio.


Para atender toda essa demanda, a Florestal Casa da Árvore aplica a mais alta tecnologia na produção das mudas. Sacos plásticos e esterco são coisas do passado. “Todas as nossas mudas contam com alto padrão de qualidade. Utilizamos tubetes de polipropileno, substrato e adubo inteligente. O resultado é um plantio otimizado e uma muda com maior pegamento.” Atualmente, o viveiro da empresa possui capacidade de produzir 500 mil mudas por ano com espécies nativas dos biomas cerrado e mata atlântica, ecossistema característico da região sudeste do Brasil.

Além da aquisição das mudas, o sócio-proprietário da Florestal Casa da Árvore explica que é muito comum as usinas contratarem os serviços de preparo da área, plantio e manutenção da floresta plantada. “O reflorestamento não é um processo barato, sendo que se as usinas não derem a devida atenção, o investimento todo é colocado em xeque”, afirma Vieira. Para ele, o alto risco e a falta de equipes próprias estão entre os principais fatores que levam a grande maioria das unidades agroindustriais a optar pela contratação de seus serviços. “O foco das usinas não são as árvores, mas a cana. Todos os esforços são direcionados para ela. Por conta disso, preferem terceirizar o serviço, que ficará com melhor qualidade, isentando-as de preocupação.”

Vieira explica que tudo começa com a escolha do tipo de preparo de solo que será realizado, que ocorrerá em função das características do terreno. Nas áreas tratoráveis, o primeiro processo consiste em uma análise de solo para que a aplicação de corretivos possa ser feita em função das necessidades da área. Em seguida, é realizada uma abertura de linha com subsolagem profunda de 60cm a 80cm visando facilitar o enraizamento e o arranque das plantas. Há ainda um controle de forrageiras em pré-emergência e adubação da linha de plantio. Já nas áreas cuja topografia impede a entrada de tratores, utiliza-se perfuradores de solo próprios para plantios florestais que impedem a formação de lâminas no solo, que dificultam o processo de enraizamento. “Independentemente da área, temos condições de realizar o plantio em qualquer época do ano, embora seja mais viável fazê-lo no período chuvoso, de novembro a março no Centro-Sul.”

Após o plantio, é vital que haja uma manutenção da área por, no mínimo, três anos. “A manutenção é fundamental para o sucesso do reflorestamento. Se apenas plantarmos e, logo em seguida, deixar essa floresta a mercê da natureza, a taxa de perda poderá atingir 100%. A floresta tem que ser tratada com uma cultura”, ressalta Vieira.

Entre os processos realizados durante o período de manutenção, destacam-se o replantio dos indivíduos que morrem, a adubação de cobertura e o controle de mato competição e de formigas e cupins. “A partir do quarto ano, entregamos essa floresta para a natureza, pois ela já estará apta a se expandir de forma natural e constante.”

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Fonte: CanaOnline
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