Resíduo da cana-de-açúcar vira adubo que promete melhorar produção cafeeira na Alta Mogianavoltar

Publicado em : 09/10/2017
Resíduo da cana-de-açúcar vira adubo que promete melhorar produção cafeeira na Alta Mogiana
Fazenda experimental da Fundação PróCafé, em Franca, tvai testar adubo à base de cana-de-açúcar (Foto: Marcelo Jordão Filho/Divulgação Fundação ProCafé)

Fundação Prócafé vai estudar benefícios de fertilizante organomineral, menos agressivo ao meio ambiente. Pesquisa deve durar 4 anos em fazenda experimental de Franca.

Por Rodolfo Tiengo

Pesquisadores de Franca (SP) iniciaram testes com um adubo feito com resíduos da cana-de-açúcar que promete ampliar em até 20% a produtividade e reduzir os impactos ambientais do cultivo de café.

Desenvolvido por uma empresa de inovação em biotecnologia de Uberlândia (MG), o fertilizante ficará por quatro anos em estudo em uma fazenda experimental da Fundação Prócafé, instituição privada que desenvolve pesquisas e difusão de conhecimento para a melhoria das técnicas cafeeiras há 40 anos.
O material a ser testado foi desenvolvido pela Geociclo, que está há cinco anos no mercado e já desenvolveu 250 formulações para diferentes culturas. O produto consiste de um adubo organomineral, ou seja, composto por um determinado tipo material orgânico combinado com nutrientes como potássio e nitrogênio.
A matéria-prima usada é a “torta de filtro”, resíduo proveniente da extração do caldo da cana nas usinas, submetido a um processo químico de bioestabilização.
“É uma compostagem bioacelerada. A gente coloca uma blend de bactérias e fungos. É um processo proprietário nosso que faz grandes volumes em pouco tempo”, afirma Ernani Judice, CEO da Geociclo.
O simples aproveitamento desse material, de acordo com Judice, contribui para a redução dos resíduos das usinas. Para cada tonelada de cana sobram, em média, 40 kg. Em torno de 1,8 tonelada desse material, em contrapartida, é capaz de produzir uma tonelada do fertilizante organomineral.
Quando pronto, o adubo, em formato de pequenos grãos, denominados “pellets”, promete uma adubação menos agressiva e mais adequada ao solo brasileiro, segundo ele. Associado às plantas, o produto libera sais de maneira mais controlada do que o adubo convencional, já que o material orgânico funciona como uma proteção, explica.


Fonte: G1 Ribeirão e Franca
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