Vinícolas aproveitam a vocação da Serra Gaúcha para a produção de espumantevoltar

Publicado em : 02/08/2017
Vinícolas aproveitam a vocação da Serra Gaúcha para a produção de espumante
"Produzimos pelo método champenoise da mesma forma que as melhores casas na França”, diz Juarez Valduga. Crédito: Divulgação

Celito Guerra, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, salienta que há muitos motivos para brindar o atual momento do espumante nacional, entre eles está a adesão cada vez maior do vinicultor brasileiro à produção de espumantes superiores. O que os incentiva é o mercado em ascensão e a possibilidade de, com menos esforço e custos conseguir produzir espumantes de alta qualidade, pois as condições de solo e clima são favoráveis. Com isso, muitas vinícolas passaram a direcionar mais uvas para a produção de espumantes, reduzindo o volume de vinhos tranquilos.


A Casa Valduga é uma delas. Com tradição de 140 anos na produção de vinhos, na última década vem migrando, cerca de 20% ao ano, dos vinhos tranquilos para a produção de espumantes. “Hoje, 60% de nossa matéria-prima é direcionada aos espumantes. Dentro de cinco há 10 anos, 80% das uvas que produzimos no Vale dos Vinhedos serão para espumantes. Em nossa região, temos alguns anos que não são tão bons para a produção de vinhos tranquilos, mas para espumantes todo ano é bom ou excelente. Os avaliadores internacionais ficam loucos com nossas condições naturais. Então, nada mais sensato que reconhecer e aproveitar essa vocação. Nos tornamos uma das vinícolas mais capacitadas e com mais tecnologia para a produção de espumantes. Estamos convertendo nossos vinhedos para variedades Chardonnay e Pinot Noir, e produzimos pelo método champenoise da mesma forma que as melhores casas na França”, informa Juarez Valduga, presidente da Vinícola Valduga.


A Casa Valduga possui a maior cave de espumantes da América Latina, com capacidade para abrigar mais de seis milhões de garrafas. “Mas não queremos ser conhecidos apenas por ter a maior cave, mas por produzir os melhores espumantes, para isso, investimos em pesquisas, no campo, no monitoramento dos parreirais, na vinícola e no aperfeiçoamento de nossa equipe”, salienta Juarez.

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Fonte: CanaOnline
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