Bisturi canavieiro amplia perfil de correção do solo, afirma Usina Caeté
07-10-2026
Equipamento busca tratar soqueiras antigas, repor falhas e prolongar a vida útil das áreas
Durante o 3º Cana Show Inovação, realizado em 25 de setembro, em São Miguel dos Campos (AL), o uso do bisturi canavieiro foi tema de debate. Criado por Edilson Maia e desenvolvido pela TT do Brasil, o equipamento busca aumentar a produtividade e prolongar a longevidade dos canaviais.
Raffaella Rossetto, pesquisadora científica especializada em nutrição, diretora da Unidade do Instituto Agronômico (IAC) em Jaú (SP) e presidente da STAB, questionou como é feita a aplicação de corretivos em solos ácidos e de que maneira a tecnologia contribui para a correção do perfil.
Mário Sérgio Matias, superintendente da Usina Caeté — unidade que mais utiliza o bisturi canavieiro —, explicou que a empresa adota um protocolo baseado no manejo nutricional. Entre as práticas está o uso de hidróxido de cálcio, produto de alto Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT), aplicado a cerca de 40 centímetros de profundidade. Segundo ele, a estratégia favorece a correção e a nutrição em camadas mais profundas, estimulando o desenvolvimento do sistema radicular ao longo do perfil trabalhado pelo implemento.
Antes da revitalização, a usina também aplica em linha um mix de 70% de calcário dolomítico e 30% de gesso, na dose aproximada de 1,5 tonelada por hectare. O gesso auxilia a movimentação dos componentes no solo e contribui para uma correção mais homogênea. A combinação com o hidróxido de cálcio, já posicionado em profundidade, ajuda a distribuir os corretivos no perfil e cria condições mais favoráveis ao enraizamento e à produtividade do canavial.
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