Edilson Maia fala sobre as razões da rápida adesão ao Bisturi Canavieiro
08-10-2026
A rápida adesão ao Bisturi Canavieiro é resultado de sua eficiência, da necessidade do setor de produzir mais por mais cortes e reduzir custos
Ainda em fase de protótipo, o Bisturi Canavieiro foi apresentado à jornalista Luciana Paiva, a primeira a divulgar a tecnologia, antes mesmo de a TT do Brasil fechar a parceria com Edilson Maia. Durante o 3º Cana Show Inovação, realizado em 25 de setembro, em São Miguel dos Campos (AL), Luciana perguntou a Edilson se ele esperava que o Bisturi registrasse esse sucesso tão rápido.
Edilson Maia contou que solução nasceu de uma necessidade prática: elevar a produtividade e ampliar a longevidade dos canaviais. Inspirado pelo plantio vertical realizado na Usina Estiva, no Rio Grande do Norte, Maia iniciou os testes em uma área de 100 metros com gotejamento. Cerca de 30 dias depois, o resultado foi tão positivo, que o levou a suspender as renovações e aplicações de glifosato em suas áreas. O replantio foi realizado inclusive em talhões que produziam 35 toneladas de cana por hectare e haviam sofrido com incêndio. Segundo ele, após o uso do equipamento, a produtividade superou 90 toneladas por hectare.
A tecnologia, desenvolvida pela TT do Brasil, avançou após a validação da Usina Caeté, do Grupo Carlos Lyra. Depois de testar uma unidade, a empresa ampliou a operação, recebeu outros seis equipamentos e passou de 200 hectares revitalizados para mais de 2 mil hectares plantados com o Bisturi Canavieiro.
Para Maia, a credibilidade da Caeté foi decisiva para difundir a inovação. Ele avalia que a rápida adoção também está ligada ao momento do setor, que busca sustentabilidade, eficiência e alternativas para permanecer competitivo. “Com a tecnologia, você produz mais com menos, dá viabilidade à atividade e aumenta a longevidade do canavial”, afirmou.
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