A cana não quer mais fogo
20-08-2018
Setor investe em tecnologias e conscientização para reduzir e prevenir incêndios criminosos e acidentais
Leonardo Ruiz e Luciana Paiva
Fim de tarde de 20 de julho de 2018, uma sexta-feira, o dia transcorria normalmente para os habitantes da pacata Nova Alvorada do Sul, cidade de cerca de 20 mil habitantes localizada no sudoeste do Mato Grosso do Sul. Quando algo quebrou a rotina dos moradores, primeiro um cheiro incomum chegou as suas narinas. Depois, avistaram uma luz que brilhavalá nos limites da cidade, onde os canaviais dominam a paisagem rural. A junção do ar carregado e da luminosidade no canavial não deixou dúvidas à população de Nova Alvorada do Sul, um incêndio de grandes proporções estava em curso.
O fogo teve início por volta das 17h30. Dois focos distintos começaram a se formar quase que simultaneamente, separados por cerca de 1 km de distância. Avisos foram disparados por toda a região. O Corpo de Bombeiros foi acionado e começou o combate, sendo auxiliado pelas equipes da Usina Santa Luzia, Unidade da Atvos, localizada no município e proprietária de grande parte dos canaviais atingidos pelo fogo.
O cenário parecia piorar com o passar das horas. As chamas crepitavam e dançavam pelos canaviais, se alastrando com uma rapidez impressionante. Obra do vento forte daquela noite, que chegava a 30 km/h. O incêndio fora completamente extinto apenas na manhã do sábado (21). Porém, o estrago já havia sido feito. No Boletim de Ocorrência, registrado na Polícia Civil de Nova Alvorada do Sul, a usina informou que o incêndio dizimou uma área de 1.124 hectares, com a seguinte distribuição: 299 hectares de cana, 461 hectares de cana de terceiros, 185 hectares da usina de área na palhada (socaria) e 206 de hectares de área na palhada de terceiros. As causas, até o momento, não foram apuradas.
Nove dias após o incêndio em Nova Alvorada do Sul, um outro de igual proporção foi registrado no município paulista de Sertãozinho, na área da Usina Santa Elisa, pertencente ao Grupo Biosev. O fogo iniciou-se por volta das 13h do domingo (29/07) e se alastrou rapidamente pela área. O vento, novamente, teve papel fundamental. A fumaça tomou a Rodovia Armando de Salles Oliveira, que teve que ser interditada pela Polícia Militar Rodoviária. Com a baixa visibilidade e o risco de acidentes aos motoristas, o trânsito ficou parado por cerca de três horas.
O fogo correu pelas margens da rodovia, atingiu matas e 600 hectares com cana. Chegou também à rede elétrica. O fornecimento de energia para a usina foi interrompido e a moagem, paralisada por 16 horas. Altamente prejudicial, o incêndio, até o fechamento desta edição, não teve suas causas apuradas.
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