A cana transforma vidas em Nova Alvorada do Sul
27-03-2018
Terceiro maior produtor de cana do país, o município sul-mato-grossense teve sua economia alavancada com a chegada da usina Santa Luzia, da Atvos
Leonardo Ruiz
Durante muito tempo, o município sul-mato-grossense de Nova Alvorada do Sul foi conhecido como ″Entroncamento″, uma zona de junção ou bifurcação de diversos caminhos ou estradas. O apelido veio pelo fato de a cidade estar localizada num ponto de encontro entre a BR 267 e a BR 163, rodovias que interligam a capital, Campo Grande, região da Grande Dourados e do Pantanal, países do Mercosul aos estados fronteiriços do Mato Grosso do Sul.
Em outubro de 2009, o setor sucroenergético entrou definitivamente para a história da cidade e mudou para sempre esse cenário. Naquele ano, a Atvos inaugurava sua maior unidade, com capacidade de processamento de seis milhões de toneladas por safra. Hoje, o entroncamento ainda existe, mas se tornou uma mera peculiaridade do município. Agora, Nova Alvorada do Sul, com seus 20 mil habitantes, é conhecida por outra característica: a de ser a terceira maior produtora canavieira do país, perdendo apenas para as cidades de Rio Brilhante, MS e Morro Agudo, SP.
A chegada da Santa Luzia - única unidade agroindustrial do Polo Santa Luzia, da Atvos – transformou a economia do município, que registra, desde de 2009, um desenvolvimento acima da média nacional. De 2009 a 2012, o número de empregos formais na cidade passou de 3.634 para 4.985, um aumento de 37,17%. A arrecadação com o Imposto Sobre Serviços (ISS) cresceu 45,6% no mesmo período, saindo de R$ 4 milhões para R$ 5,824 milhões por ano. Já o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um aumento ainda maior - 116,79% -, passando de R$ 239,1 milhões para R$ 518,361 milhões por ano.
Protagonista do processo de transformação
Moradora de Nova Alvorada do Sul há mais de 20 anos, RubianZillmer viu de perto essa transformação. “A mudança foi visível. No comércio, por exemplo, eram lojas pequenas, com tímidas fachadas. Hoje, já temos grandes magazines e redes de móveis, além de diversos supermercados. A saúde pública também mudou para melhor. Dependíamos de um hospital municipal, enquanto que, agora, existem várias clínicas médicas atuando localmente.”
Ela conta, também, que o aumento na renda per capita da cidade pôde ser facilmente notada. “Por possuírem melhores remunerações, as pessoas agora têm investido mais em seus imóveis. O padrão das casas locais é outro.”
Mas Rubian não foi apenas uma expectadora no processo de transformação de Nova Alvorada do Sul, foi uma das protagonistas. Em 2007, deixou seu cargo na área de desenvolvimento de pessoas de uma grande companhia alimentícia para trabalhar na usina Santa Luzia, ainda em processo de construção. “O sucroenergético era um setor em expansão no Mato Grosso do Sul naquela época. Notei que a Atvos tinha uma visão diferente do negócio. Vi ali uma oportunidade de participar de um projeto diferenciado no que tange a gestão de pessoas.”
Antes da chegada da Atvos, Nova Alvorada do Sul já contava com uma usina de cana-de-açúcar, porém, bem pequena e que não absorvia uma alta quantidade de pessoas do município. Além disso, era uma unidade cujos processos de plantio e colheita eram todos manuais. “Chegar com uma visão mecanizada e ter que formar profissionais do zero foi um desafio”, conta Rubian, atual coordenadora de pessoas e organização do Polo Santa Luzia.
Segundo ela, a maioria dos colaboradores contratados para trabalhar na usina eram pessoas que nunca haviam pisado em uma unidade agroindustrial. “Eram atendentes de lojas, garçons e empacotadores de supermercados. Mas não vimos como problema. Demos oportunidades para todos.”
Rubian explica que, na época, foi montado um amplo programa de capacitação e, aos poucos, tudo foi acontecendo. “É muito gratificante olhar para trás e enxergar as mudanças feitas pela Atvos na cidade e, especialmente, na vida de seus moradores.”
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