Açúcar: contratos futuros caem mais de 3% nas bolsas internacionais; Etanol recuou 8,31% em novembro
01-12-2023

O mercado futuro do açúcar fechou em baixa em todos os lotes das bolsas internacionais nesta quinta-feira (30), com os comerciantes destacando que "o forte ritmo de produção no Brasil estava mantendo o mercado na defensiva".

Segundo matéria da Agência de Notícias Reuters, "uma correção era esperada devido a uma safra constantemente maior relatada no Brasil", disse o analista Claudiu Covrig, acrescentando que a grande posição comprada dos fundos também era uma indicação de realização de lucros em algum momento".

"Quando você não consegue quebrar o mercado para cima, você o quebra para baixo! Então, se os fundos virem esses pisos mais baixos, isso desencadeia a realização de lucros e uma grande liquidação", disse ele à Reuters.

Nova York

açúcar bruto, listado na ICE Futures de Nova York, viu a tela março/24 cair 82 pontos, ou 3,1%, contratada a 26,04 centavos de dólar por libra-peso. Durante a sessão, o lote chegou a estabelecer uma mínima de sete semanas, negociado a 25,90 cts/lb. A tela maio/24 foi contratada a 25,04 cts/lb, desvalorização de 69 pontos no comparativo com a véspera. Os demais contratos recuaram entre 4 e 52 pontos.

Londres

Queda também em todos os lotes do açúcar branco negociados na ICE Futures Europe de Londres. O vencimento março/24 foi contratado a US$ 717,10 a tonelada, recuo de 17,60 dólares, ou 2,4%, no comparativo com a véspera. Os demais contratos recuaram entre 1,70 e 16,70 dólares.

Mercado doméstico

No mercado interno a quinta-feira também foi de baixa nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas ontem a R$ 154,99 contra R$ 155,20 de quarta-feira, desvalorização de 0,14%. No mês o indicador acumulou baixa de 1,40%.

Etanol hidratado

etanol hidratado encerrou o mês de novembro no vermelho. O biocombustível foi negociado ontem a R$ 2.135,50 o m³, contra R$ 2.157,50 o m³ praticado no dia anterior, desvalorização de 1,02% no comparativo. No acumulado de novembro o Indicador Diário Paulínia para o hidratado recuou 8,31%.

Rogerio Mian

Fonte: Agência UDOP de Notícias