Açúcar em Nova York atinge o maior valor desde 18 de outubro de 2013
20-06-2016
Motivos não faltam para manter a commodity em alta
O mercado de açúcar demerara em Nova York trabalhou com alta volatilidade na última quinta-feira (16), chegando a superar o nível de 20 cents a libra peso pela primeira vez desde 18 de outubro de 2013. O vencimento outubro acabou fechando em leve queda de 0,45% (9 pontos), a 19,76 cents. A máxima foi de 20,22 cents (mais 37 pontos). A mínima bateu 19,35 cents (menos 50 pontos).
Os fundos de investimento e especuladores têm se mostrado confortáveis na posição comprada em açúcar na Bolsa de Nova York. Na semana encerrada em 7 de junho, esses participantes elevaram o saldo comprado em 41.489 lotes, passando de 298.931 contratos para 340.420 lotes. Hoje à tarde, a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) apresentará novo relatório semanal, referente à semana encerrada em 14 de junho.
A expectativa é de que fundos e especuladores mostrem posição ainda mais compradora, pois motivos não faltam:
- A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) relatou, na quinta-feira (16) que a moagem na segunda quinzena de maio ficou 20% abaixo do mesmo período do ano passado. Os trabalhos de colheita também foram prejudicados na primeira quinzena de junho pelas chuvas fora de época.
- Na Ásia, produtores de cana da Índia e da Tailândia enfrentam clima desfavorável, só que o problema é a estiagem. Esses países vão colher a cana apenas no fim do ano, mas é grande a preocupação com o desenvolvimento dos canaviais, carentes de água.
- Diante da perspectiva de aperto na oferta global, o déficit na produção de açúcar (o primeiro após cinco temporadas de superávit) tem sido revisado por bancos e consultorias. No início deste mês, o Rabobank elevou sua projeção de déficit de açúcar na safra global 2015/16, de 6,8 milhões de t para 8,5 milhões de toneladas.
- Também na última quinta-feira, a Datagro Consultoria estimou que a demanda vai superar a produção do alimento em 6,21 milhões de toneladas na atual temporada global, que se encerra em 30 de setembro. Já para o ciclo seguinte, a previsão é de um déficit de 7,10 milhões de toneladas. De acordo com Plínio Nastari, presidente da Datagro, essa oferta mais apertada tende a pressionar os estoques ao redor do mundo. A previsão da Datagro para a relação entre reservas e consumo em 2015/16 é de 44,5%, ou seja, 44,5% da demanda mundial pode ser atendida apenas com os estoques, desconsiderando-se a produção. Para o ciclo seguinte, o porcentual é de 39,8%.
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