Açúcar inicia a semana com alta em Nova York e Londres; mercado interno fica estável
03-03-2026

O mercado do açúcar começou a segunda-feira (02) com valorização nas bolsas internacionais e leve acomodação no mercado físico.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto operaram em alta. O maio/26 fechou a 13,91 cents de dólar por libra-peso, avanço de 0,02 cent. O julho/26 subiu 0,03 cent, para 13,90 cents/lbp. O outubro/26 avançou 0,03 cent, a 14,23 cents/lbp.

Londres

Em Londres, o açúcar branco também registrou predominância de ganhos. O contrato maio/26 encerrou cotado a US$ 413,60 a tonelada, alta de US$ 5,90. O agosto/26 subiu US$ 4,30, para US$ 410,00, e o outubro/26 avançou US$ 3,80, a US$ 408,80.

Mercado interno

No mercado físico paulista, o Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco registrou leve ajuste negativo na segunda-feira (02). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 98,55, recuo diário de 0,04%. Em dólar, a cotação ficou em US$ 19,07 por saca.

Apesar da estabilidade no início de março, o indicador ainda carrega as perdas acumuladas ao longo de fevereiro, quando o mercado foi pressionado.

Análise

Segundo informações divulgadas pelo portal Notícias Agrícolas, com base em dados do Barchart e da Reuters, o petróleo WTI atingiu nesta segunda-feira a maior cotação em mais de oito meses, impulsionado pelas tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A valorização do petróleo tende a fortalecer os preços do etanol, o que pode influenciar as usinas brasileiras a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível. Caso isso ocorra, haveria redução na oferta de açúcar no mercado.

De acordo com a Reuters, o mercado já monitora esse possível movimento, uma vez que o Brasil é o maior produtor mundial do adoçante. Analistas do setor avaliam que, com o petróleo mais caro, aumenta a expectativa de reajustes nos preços da gasolina pela Petrobras, cenário que favorece o etanol e pode alterar o mix de produção das usinas.

Etanol

No etanol, o Indicador Diário Paulínia (SP) indica que o produto iniciou a semana cotado a R$ 3.003,00 por metro cúbico, iniciando o mês com variação positiva de 1,09%.

Mariana Navarro

Fonte: Agência UDOP de Notícias