Açúcar mantém queda no exterior enquanto mercado interno segue estável no início de maio
08-05-2026

Quinta-feira (7) mantém pressão sobre as bolsas internacionais, enquanto indicadores do mercado físico registram pequenas variações no Brasil.

O mercado do açúcar voltou a fechar em baixa nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (7), dando sequência ao movimento de desvalorização observado no pregão anterior.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto registraram novas perdas. O julho/26 recuou 0,27 cent, encerrando o dia a 14,54 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 caiu 0,28 cent, para 15,02 cents/lbp, enquanto o março/27 perdeu 0,29 cent, fechando a 15,86 cents/lbp. Os demais vencimentos também acompanharam o viés negativo.

Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desvalorização. O contrato agosto/26 caiu US$ 5,30, sendo negociado a US$ 431,90 a tonelada. O outubro/26 recuou US$ 6,10, para US$ 431,00, enquanto o dezembro/26 perdeu US$ 6,60, encerrando a US$ 434,70 a tonelada. Os demais contratos também registraram baixas.

Mercado interno

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou leve alta de 0,11% nesta quinta-feira (7). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 97,83.

Com o resultado, o indicador reduz as perdas acumuladas em maio para 0,08%, mantendo um cenário de relativa estabilidade no mercado físico paulista.

Etanol

No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.380,00 por metro cúbico, com recuo de 0,34% no comparativo diário.

No acumulado do mês, o indicador registra queda de 1,08%, refletindo a continuidade da pressão sobre os preços do biocombustível.

Análise

Segundo o portal Notícias Agrícolas, a forte queda do petróleo nas últimas sessões segue pressionando o mercado do açúcar, ao reduzir a competitividade do etanol frente ao adoçante.

O portal destaca ainda que a retração nos preços do etanol já estimula parte das usinas brasileiras a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, diante da melhor rentabilidade do produto no momento.

Além disso, o cenário internacional continua influenciado pelas expectativas de oferta global mais elevada e por sinais de demanda mais fraca, fatores que mantêm o viés baixista nas bolsas internacionais.

Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias