Açúcar reage nas bolsas internacionais, mas pressão no mercado interno continua
20-05-2026
Terça-feira (19) foi marcada pela recuperação das cotações internacionais, enquanto o mercado interno seguiu pressionado pelo avanço da safra e pela baixa liquidez.
O mercado internacional do açúcar voltou a subir nesta terça-feira (19), recuperando parte das perdas registradas no início da semana e trazendo um ambiente mais positivo para as bolsas externas.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta. O julho/26 avançou 0,28 cent, encerrando o pregão a 15,01 cents de dólar por libra-peso. O outubro/26 subiu 0,25 cent, para 15,46 cents/lbp, enquanto o março/27 ganhou 0,22 cent, fechando a 16,28 cents/lbp. Os demais vencimentos também encerraram o dia no campo positivo.
Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento de valorização. O contrato agosto/26 avançou US$ 4,50, sendo negociado a US$ 441,00 a tonelada. O outubro/26 subiu US$ 4,10, para US$ 441,00, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 4,20, encerrando o pregão a US$ 443,90 a tonelada. As demais posições também registraram altas moderadas.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou nova queda nesta terça-feira (19). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 93,96, com recuo diário de 0,78%.
Com isso, o indicador amplia as perdas acumuladas em maio para 4,03%, refletindo o cenário de maior oferta e ritmo ainda lento nas negociações do mercado físico.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.346,50 por metro cúbico, com leve queda de 0,23% no comparativo diário.
Mesmo com oscilações pontuais, o indicador ainda acumula retração de 2,47% em maio.
Análise
Segundo o portal Globo Rural, o mercado acompanha a previsão de chuvas para os próximos dias no Centro-Sul, fator que pode interromper temporariamente a moagem e reduzir a pressão de oferta no curto prazo. Além disso, investidores monitoram possíveis reajustes nos preços da gasolina pela Petrobras, movimento que pode impactar diretamente o mercado de combustíveis e o mix das usinas.
O portal também destaca que o mercado físico do açúcar segue operando com baixa liquidez neste início de safra. Compradores continuam priorizando contratos já firmados, enquanto usinas resistem a negociar em patamares mais baixos. Uma recuperação mais consistente das cotações internas ainda depende de maior sustentação nas bolsas internacionais, especialmente em Nova York.
Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias

