Adecoagro: prejuízo ajustado aumenta 155,4% no 1TRI26, para US$ 34,4 milhões
12-05-2026

A Adecoagro, companhia do setor agrícola na América do Sul, teve prejuízo líquido ajustado de US$ 34,425 milhões no primeiro trimestre de 2026, informou a companhia nesta segunda-feira (11), depois do fechamento do mercado. O prejuízo é 155,4% maior do que o registrado em igual período de 2025, de US$ 13,48 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em US$ 85,8 milhões, aumento de 138,7% ante o primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustado passou de 11,3% para 22,3%. A alta do Ebitda ajustado foi motivada pelo recorde de moagem de cana-de-açúcar no período e pelo mix quase totalmente voltado ao etanol, disse a Adecoagro em comunicado. “O segmento de fertilizantes também contribuiu para o crescimento dos resultados e traz potencial adicional de ganhos, sustentado pela alta dos preços da ureia”, afirmou a companhia.

A receita bruta cresceu 21,6% ante o primeiro trimestre de 2025, para US$ 393,5 milhões. Segundo a Adecoagro, os preços mais altos de ureia, etanol e energia mais do que compensaram a queda dos preços no restante do portfólio de produtos, incluindo açúcar, amendoim e arroz.

No segmento de açúcar, etanol e cogeração de energia a partir de cana, o Ebitda ajustado aumentou 36% ante o primeiro trimestre de 2025, para US$ 40,6 milhões.

O volume processado de cana-de-açúcar cresceu 49,1% na comparação anual, para 2,22 milhões de toneladas. A produção de açúcar passou de 63,644 mil toneladas no primeiro trimestre de 2025 para 6,809 mil toneladas em igual período deste ano, queda de 89,3%. Já a produção de etanol aumentou 124,7%, para 137,19 milhões de litros. Do total de matéria-prima, 96% foram destinados à produção de etanol e 4%, ao açúcar. Um ano antes, o mix tinha sido de 58% e 42%, respectivamente.

No segmento de fertilizantes, o Ebitda ajustado no primeiro trimestre de 2026 foi de US$ 52,5 milhões. Não há base de comparação com igual período do ano passado, já que a aquisição da Profertil foi concluída em dezembro de 2025. Em base pro forma, assumindo que a aquisição da Profertil tivesse ocorrido em 1º de janeiro de 2025, o Ebitda ajustado no primeiro trimestre de 2026 representaria aumento de 4,3 vezes em relação ao de um ano antes.

Ao fim do primeiro trimestre de 2026, a dívida líquida da empresa era de US$ 1,628 bilhão, aumento de 45,3% ante o fim do quarto trimestre de 2025.

(Equipe AE)

Fonte: Broadcast