África: a última fronteira agrícola
04-03-2016
De acordo com estudos analisados pela PwC, o continente africano possui importantes recursos para aumentar a produção de alimentos
Daniela Coco1 e Luiz Barbosa2
O aumento da população mundial e o crescimento da urbanização têm colocado uma grande pressão sobre os recursos alimentares do mundo. A grande questão é: como alimentar uma população que se torna maior a cada dia e que, gradativamente, deixa o campo passando de produtora de alimentos para consumidora?
A resposta dessa pergunta leva o mundo a se preocupar com a Segurança Alimentar que, de acordo com a definição do Banco Mundial, compreende “o acesso por parte de todos, todo o tempo, à quantidade suficiente de alimentos para levar uma vida ativa e saudável”.
Os países buscam garantir um determinado nível de autossuficiência alimentar para depender o menos possível do comércio internacional de alimentos. A África, em especial, é consciente de que a sua situação atual exige mais atenção. Hoje, o continente é bastante dependente das importações de alimentos para suprir o seu abastecimento, com um déficit anual na balança comercial agrícola de US$ 35 bilhões, de acordo com o Banco Mundial.
Além disso, enquanto a média de crescimento populacional no mundo no período de 2010 a 2050 deve ser de 0,8% ao ano, na maioria das nações africanas os níveis estimados são superiores a 2%. Já a taxa de urbanização no mundo deve crescer 14,7%, entre 2010 e 2050, enquanto na África esse crescimento deve ser na ordem de 20%, segundo as Nações Unidas.
Desse modo, fica evidente que a África terá que aumentar a sua produção de alimentos nos próximos anos e, de acordo com estudos analisados pela PwC, o continente possui importantes recursos para isso, como disponibilidade de terras, água em abundância e mão de obra abundante. A África Subsahariana, por exemplo, é uma das regiões com maior potencial de expansão de terras agrícolas no mundo. A região conta com cerca de 400 milhões de hectares de terras agricultáveis, localizadas em clima tropical e com precipitações anuais médias variando entre 800 e 1.200 mm. Atualmente, menos de 10% dessa área é utilizada para agricultura, de acordo com o Banco Mundial.
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