ANP atribui metas de CBios de 2026 a distribuidoras; contratos de longo prazo abatem 5% das metas
01-04-2026
Agência também somou às metas de 2026 os CBios não aposentados pelas empresas em 2025
Por Camila Souza Ramos — São Paulo
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atribuiu às distribuidoras de combustíveis as metas de compras de Créditos de Descarbonização (CBios) referentes a 2026, conforme a participação de mercado nas vendas de combustíveis fósseis de cada uma no ano anterior e descontada a quantidade de contratos de longo prazo de biocombustíveis.
Na prática, os contratos de longo prazo de comercialização de biocombustíveis em vigência pelas distribuidoras permitiram um abatimento na meta total de comercialização de CBios de 5%, dentre um total de 48,09 milhões de CBios atribuídos inicialmente como meta total para o setor no ano.
A distribuidora que mais se beneficiou do uso do instrumento dos contratos de longo prazo para redução de suas metas e CBio foi a Raízen. Com os contratos, a empresa abateu de sua meta 1,291 milhão de CBios, e sua meta para este ano agora é de 6,757 milhões de CBios.
Acúmulo de CBios de 2025
As metas finais atribuídas a cada distribuidora também contabilizaram os CBios que as empresas eventualmente não aposentaram em 2025.
Isso fez com que a meta final individual de algumas distribuidoras para este ano acabasse bem maior do que o esperado inicialmente com base na meta global do ano, como foi o caso da meta da Royal FIC Distribuidora de Derivados de Petróleo S/A e a TDC Distribuidora de Combustíveis S/A.
A ANP ainda deixou de divulgar a meta de 12 distribuidoras por elas possuírem medidas judiciais liminares referentes ao cumprimento da meta de 2025, o que impossibilitou a agência de determinar se a meta não cumprida no ano passado deveria ou não ser acrescida da meta deste ano.
Fonte: Globo Rural

