Áreas de Salvamento passam por mudanças e dão lugar à irrigação plena por gotejamento em canaviais nordestinos
03-09-2024

Se o produtor ou usina busca por redução de custos com aumento de produtividade e longevidade, o gotejamento é a escolha certa.  Foto: Divulgação Industrial Porto Rico S/A
Se o produtor ou usina busca por redução de custos com aumento de produtividade e longevidade, o gotejamento é a escolha certa. Foto: Divulgação Industrial Porto Rico S/A

O gotejamento permite alcançar médias de longevidade de 12 anos, com uma produção de 150 ton/ha em canaviais mais novos e de 100 ton/ha, nos mais antigos

Se produzir cana-de-açúcar na Zona da Mata nordestina já é um desafio, no Agreste e no Sertão as dificuldades são ainda maiores, já que possuem climas e regimes pluviométricos diferentes e são caracterizados por períodos de seca. A irrigação, portanto, se mostra ainda mais essencial para perpetuação na atividade. Dávilla Alves, especialista agronômica em cana-de-açúcar – Região Nordeste da Netafim, salienta que, diante dessas dificuldades, as áreas compostas por 100% sequeiro na região estão sendo gradativamente reduzidas.

“As usinas e os produtores de médio e grande porte que não possuem pivô ou gotejo, optam pelo salvamento, uma modalidade que utiliza um carretel para a aplicação de uma lâmina de 60 mm visando garantir a brotação.”

Segundo Dávilla, no passado, era mais comum encontrar canaviais sendo conduzidos com salvamento e sequeiro. No entanto, esse cenário tem mudado, com cada vez mais produtores e usinas implantando áreas irrigadas e, especialmente, gotejamento. Somente a Netafim possui mais de 30 mil hectares cobertos com sua tecnologia no Nordeste.

“A adoção de sistemas de irrigação depende do objetivo de cada produtor. Mas, se ele busca por redução de custos com aumento de produtividade e longevidade, sabe que o gotejamento é a tecnologia que precisa, uma vez que proporciona eficiência e precisão na entrega de água e outros insumos diretamente nas raízes das plantas.” Adaptabilidade ao tipo de solo, relevo e tamanho de cada propriedade e possibilidade de automação são outras vantagens da tecnologia na comparação com as demais modalidades.

No campo, a especialista agronômica da Netafim afirma que o gotejamento permite alcançar médias de longevidade de 12 anos, com uma produção de 150 ton/ha em canaviais mais novos e de 100 ton/ha, nos mais antigos. “Já os canaviais de pivô chegam ‘apenas’ até o sétimo corte, com produtividade agrícola média de 100 toneladas em cana-planta, com expressivos decréscimos nos cortes seguintes”, observa Dávilla.

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