Assocana é patrocinadora do 14º Cana Substantivo Feminino
20-03-2026
O Encontro acontece em 26 de março de 2026, no Centro de Cana do IAC, em Ribeirão Preto – SP. Últimas VAGAS- Inscrições pelo link https://www.sympla.com.br/evento/14-encontro-cana-substantivo-feminino/3304875
A Associação Rural dos Fornecedores e Plantadores de Cana do Vale do Paranapanema – Assocana – tem uma história diferenciada. Nascida em 1977, teve entre seus fundadores Maria Amélia de Souza Dias, conhecida por Dona Lia. E foi ela quem assumiu a função de primeira presidente da Assocana. Foi também a única mulher a presidir a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), de 1998 a 2001.
Nascida em Brotas - SP, seu sonho era fazer agronomia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), mas necessitava trabalhar para o sustento da casa. Com isso, não pode cursar a faculdade desejada, mas nem assim afastou-se de seu sonho, arrumou um emprego na ESALQ. Lá, segundo ela, conheceu e conquistou o mais cobiçado dos estudantes de Agronomia: Hélio Cândido de Souza Dias.
Já casados mudaram para a região de Assis, no Centro-Oeste Paulista. Em 1955, o casal adquiriu 30 alqueires de terra e iniciaram o plantio de cana. Além de dividir a administração da atividade com o marido, ela montou uma escola para os funcionários.
O negócio prosperou. Dona Lia contava que desde o início procurou, com o apoio de muita gente, realizar um trabalho voltado à promoção social dos pequenos fornecedores e dos empregados nas lavouras canavieiras e seus familiares.
No entanto, achava que poderia mais, e que o associativismo era o meio para ampliar suas ações. Assim, na década de 1970 se aproximou dos movimentos de associações e cooperativismo. Em 1977, ela e outros produtores fundaram a Assocana. Logo que assumiu a presidência da entidade, instituiu os atendimentos médicos e odontológicos aos associados.
É reconhecida no setor como um exemplo. Uma pessoa de fibra e disposição, uma conciliadora e assertiva nas tomadas de decisões. Faleceu em 5 de maio de 2025, aos 98 anos. “Na minha cabeça, nunca houve distinção entre trabalho de homem e trabalho de mulher”, salientava essa ilustre Gema da Cana.

