Beggio reforça protagonismo sustentável com relatório de carbono que aproxima canaviais de áreas de vegetação nativa
18-08-2026

A Beggio Lorenzo Agropecuária, de Matão (SP), voltou a chamar a atenção do setor sucroenergético por aliar alta performance agrícola a práticas sustentáveis. Reconhecida entre as propriedades que se destacam pela adoção de tecnologias, manejo eficiente e responsabilidade ambiental, a fazenda apresentou resultados expressivos em seu relatório de carbono. 

Segundo Giuliano Beggio, CEO, as análises foram realizadas por laboratórios credenciados, com avaliação criteriosa do estoque de carbono na camada de 0 a 30 centímetros do solo. O resultado surpreendeu positivamente: algumas áreas da propriedade alcançaram até 46 toneladas de carbono por hectare.

O índice se aproxima do estoque encontrado em uma floresta amazônica intocada, estimado em 48 toneladas por hectare. Na média, as áreas analisadas da Beggio apresentaram 38 toneladas por hectare, apenas dez toneladas abaixo desse referencial. Para a empresa, os dados fortalecem a compreensão de que sistemas agrícolas bem manejados podem ter papel relevante na retenção de carbono e na construção de uma produção de cana-de-açúcar de menor impacto ambiental.

Quando comparados às áreas de pastagem da região, os resultados também são positivos. Enquanto essas áreas apresentam cerca de 40 toneladas por hectare de estoque de carbono, a média registrada pela Beggio ficou em 38 toneladas por hectare, caracterizando um desempenho muito próximo. A avaliação reforça a possibilidade de produzir cana com elevada produtividade agrícola sem renunciar à conservação do solo e da contribuição ambiental.

“Comprova que dá para produzir uma cana de alta performance, com altas produtividades, permanecendo com a sustentabilidade. Mostra que a cana-de-açúcar descarboniza o planeta, não apenas após a sua colheita, mas durante o processo de produção”, destacou Giuliano.

Na safra 2025, os canaviais da Beggio registraram TCH de 125,42 e TAH de 17,64, além de retorno sobre investimento de 35%. Evidência que produtividade e sustentabilidade caminham juntas quando há planejamento, gestão técnica e compromisso de longo prazo com o solo.