Bioenergia e planejamento energético pautam seminário em Minas Gerais
28-01-2026

Investimentos, integração de fontes renováveis e os desafios do planejamento energético marcaram o Seminário de Transição Energética, que reuniu representantes do setor elétrico, da indústria e do poder público em Minas Gerais. Realizado pelo jornal O Tempo, o evento abordou o tema “Energia para o Futuro”, com debates sobre os caminhos para ampliar a oferta e a demanda de energia, fortalecer a matriz energética limpa brasileira e preparar o país para as novas demandas do setor.

Na abertura, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, destacou o potencial do Brasil para liderar a transição energética, lembrando que cerca de 90% da matriz elétrica nacional é composta por fontes renováveis. Segundo ele, esse protagonismo depende de investimentos, políticas públicas e infraestrutura capaz de absorver novas cargas, além de atrair demandas industriais, como a instalação de data centers que, no futuro, podem representar cerca de 8% do consumo global de energia.

O setor bioenergético mineiro foi representado pelo presidente da SIAMIG Bioenergia, Mário Campos, no painel “Energia para o Futuro — Regulação, Planejamento e Desenvolvimento Regional”, ao lado de Ivo Nazareno, secretário de Leilões da ANEEL, e Marcus Madureira, presidente da Abradee. Em sua fala, Campos traçou uma linha do tempo do setor, desde a produção de açúcar e etanol até o início da geração de energia nas usinas, em 2001, com a bioeletricidade da cana-de-açúcar. Atualmente, as usinas respondem por cerca de 5% da capacidade de geração de energia de Minas Gerais.

Ao tratar da biomassa da cana-de-açúcar, Campos destacou que a fonte está, atualmente, sem incentivos adequados. Segundo ele, é necessário que o país avance no debate sobre o custo real de cada matriz energética, o que permitiria um planejamento mais equilibrado e eficiente do setor.

Campos também reforçou a importância da biomassa em um país com forte base no agronegócio, lembrando o papel da cadeia da cana na geração de empregos e no desenvolvimento econômico. Nesse contexto, apontou ainda os desafios relacionados à falta de investimentos e à integração de matérias-primas, como cana e milho, na produção de biocombustíveis e bioeletricidade.

O seminário contou ainda com outros painéis e a participação de representantes do Governo de Minas Gerais e de empresas estatais e privadas, como João Irineu Medeiro, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis; Carlos Camargo de Colón, presidente da Gasmig; e Frederico Amaral e Silva, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.

Acesse o link e confira a fala do presidente de SIAMIG Bioenergia na íntegra

Fonte: SIAMIG Bioenergia