BNDES financia expansão de etanol de milho em MT
17-04-2026

Aporte de R$ 575,3 mi amplia produção e capacidade industrial

Andréia Vital

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 575,3 milhões para a ampliação da usina de etanol de milho da ALD Bioenergia Deciolândia S.A., localizada em Nova Marilândia, no Médio-Norte de Mato Grosso. Do total, R$ 359,5 milhões serão destinados por meio das linhas Finem e Fundo Clima, enquanto R$ 215,8 milhões correspondem a limite de crédito do BNDES Máquinas e Serviços, voltado principalmente à aquisição de equipamentos.

O projeto prevê expansão relevante da capacidade industrial, com processamento de milho passando de 335 mil para 900 mil toneladas por ano. A produção de etanol deve avançar de 150 milhões para até 400 milhões de litros anuais, além de aumento na oferta de coprodutos, como óleo de milho e grãos secos de destilaria (DDGs).

A ALD Bioenergia Deciolândia reúne 24 produtores rurais e tem origem na Cooperativa Agroindustrial Deciolândia (Cooad), na região de Diamantino, no Oeste de Mato Grosso. A unidade iniciou operações em 2021 e agora entra em nova fase de crescimento com o apoio do banco de fomento.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento está alinhado à estratégia de ampliação das energias renováveis no país. “Consolidar a posição brasileira como líder mundial em energia limpa, com cerca de 89% de fontes renováveis, é uma das prioridades do governo”, afirmou.

A expansão também deve gerar impactos no mercado de trabalho. Durante a implantação, a estimativa é de criação de cerca de 400 empregos indiretos. Após a conclusão das obras, o quadro próprio deve passar de 188 para 275 funcionários, enquanto os postos indiretos tendem a crescer de 50 para 100.

Para o CEO da ALD Bioenergia, Marco Orozimbo, o investimento reforça a estratégia de crescimento da companhia. Segundo ele, a ampliação permitirá ganho de escala e fortalecimento da cadeia regional. O presidente do Conselho de Administração, José Afonso Gonçalves, afirmou que o projeto marca um novo ciclo de expansão, com foco em aumento de eficiência e agregação de valor ao setor de bioenergia.