BNDES libera R$ 10 bi para indústria 4.0 e economia verde
30-03-2026

Recursos do FAT ampliam crédito e impulsionam inovação em 2026

Andréia Vital

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou R$ 10 bilhões em duas linhas de crédito voltadas à indústria 4.0 e à produção de bens de capital ligados à economia verde. Os recursos integram o programa BNDES Mais Inovação, dentro da política Nova Indústria Brasil, e têm como foco financiar a modernização do parque industrial e a difusão de tecnologias no país.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27), durante seminário promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo - SP, com a participação do presidente do banco, Aloizio Mercadante, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e do presidente da CNI, Ricardo Alban.

Os recursos foram viabilizados após decisão do Conselho Monetário Nacional, que elevou de 1,5% para 2,5% o limite de uso do Fundo de Amparo ao Trabalhador destinado ao financiamento de inovação e digitalização via BNDES. Com isso, ampliou-se a capacidade de crédito com base em recursos indexados à Taxa Referencial.

Do total anunciado, R$ 7 bilhões serão destinados à linha voltada à indústria 4.0, com taxa média de 6,5% ao ano, combinando recursos da TR com funding de mercado. Outros R$ 3 bilhões serão direcionados a bens de capital voltados à economia verde, também com taxa de 6,5%, a partir da combinação de recursos do FAT e do Fundo Clima.

Segundo Mercadante, as linhas são estratégicas para elevar a competitividade da indústria nacional. “O BNDES está apoiando a inovação e a digitalização na indústria brasileira. São linhas de crédito fundamentais para a modernização do parque fabril no país e, com isso, gerar o aumento da produtividade, ampliando a competitividade da indústria”, afirmou. “O governo trabalha para inserir o país na economia do futuro, com inteligência artificial, conectividade, análise de dados e geração de empregos qualificados”.

Alckmin destacou o impacto do acordo entre Mercosul e União Europeia e da reforma tributária sobre a atividade industrial. “É uma grande alegria celebrarmos um acordo que levou um quarto de século e entra em vigência em 1º de maio”, disse. “Estudo do Ipea mostra que a reforma tributária em 15 anos pode elevar o PIB em 12%, os investimentos em 14% e as exportações em 17%. Vamos ampliar a competitividade e tornar a indústria ainda mais exportadora”.

Para Tebet, o conjunto de medidas cria condições para ampliar a participação da indústria no PIB. “Pela primeira vez temos condições, com reforma tributária, Nova Indústria Brasil e o acordo com a União Europeia, de colocar a indústria brasileira em um patamar semelhante ao de países da OCDE”, afirmou. “Sem indústria forte não há emprego, renda nem redução da desigualdade. O BNDES é o banco de desenvolvimento do Brasil e terá papel central nesse processo”.