BP Bionergy adota manejo diferenciado para controle de pragas da cana-de-açúcar em suas 11 usinas
29-07-2025

Aposta em bioinsumos, tecnologia e monitoramento inteligente tem garantido avanços no combate à cigarrinha, broca, nematoide e Sphenophorus levis

Por Andréia Vital 

A BP Bionergy tem se destacado no setor sucroenergético ao adotar um manejo técnico e sustentável no controle das principais pragas da cana-de-açúcar, com práticas implementadas em todas as suas 11 usinas no Brasil. Hayrá Reis, Gerente Corporativa de Fitotecnia, Experimentação e Qualidade da companhia compartilhou no Insectshow, realizado na última semana, em Ribeirão Preto – SP os resultados e aprendizados das últimas safras, com foco em eficiência biológica, adequação ao clima, tecnologia de monitoramento e experimentação prática em campo.

Controle 100% biológico da cigarrinha

 Todas as unidades da BP adotam controle biológico completo contra a cigarrinha, utilizando Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana de forma estratégica conforme o clima e região. Três usinas se destacam por apresentarem maior agressividade da praga: Pedro Afonso – TO; Santa Juliana – MG e Tropical – GO. Nas demais unidades, a incidência é mais controlada, mas o protocolo preventivo é mantido integralmente.

Nematóide: manejo biológico em 100% da área

Desde o ano retrasado, o grupo dispensou o monitoramento tradicional para nematoides. Isso porque toda a área plantada já recebe tratamento biológico, tanto na cana-planta quanto na soqueira, com resultados consistentes, segundo a equipe técnica.

Broca: domínio técnico e aprendizado com timing

Embora considerada a praga de mais fácil controle técnico, a broca ainda apresentou índices elevados de infestação em duas das 11 usinas na safra atual. O erro identificado foi a perda de timing — tanto de levantamento de dados quanto de aplicação do controle biológico.

Para resolver a questão, a BP implementou ferramentas tecnológicas, como sistemas de geolocalização e mapeamento via FIS, otimizando o direcionamento de defensivos. O portfólio permanece composto por Cotesia, Trichogramma e Bacillus thuringiensis, além de defensivos seletivos.

Sphenophorus levis: controle biológico avançando com entomopatogênico e inovação

A praga segue como um dos maiores desafios da empresa, especialmente nas usinas próximas ao Rio Grande, como Santa Juliana e Monte Verde. Neste ano, a BP implementou o uso de nematoides entomopatogênicos, após ensaios promissores no ano anterior.

Apesar do sucesso, o uso em período seco ainda não é recomendado, devido à complexidade de aplicação e necessidade de refrigeração do produto.

Outro destaque é a introdução da cronobactéria no manejo experimental, especialmente para o controle de coleópteros. Em Santa Juliana, foi conduzido um ensaio técnico com 10 tratamentos, utilizando imagens de célula digital para monitoramento visual da infestação.

A área com histórico severo de praga apresentou diferença estatística positiva nos tratamentos com o metabólito da cronobactéria, validando a adoção do método em áreas comerciais para a safra atual.

Além das soluções mencionadas, a BP segue com a Beauveria bassiana em 100% das áreas como parte do pacote biológico e continua utilizando aplicações foliares e via suco de plantio com Tiametoxam e Lambda-cialotrina. Também continua com ensaios internos para validar tecnologias emergentes, reforçando a cultura de inovação.

A BP Bionergy tem se destacado no setor sucroenergético ao adotar um manejo técnico e sustentável no controle das principais pragas da cana-de-açúcar, com práticas implementadas em todas as suas 11 usinas no Brasil. Hayrá Reis, Gerente Corporativa de Fitotecnia, Experimentação e Qualidade da companhia compartilhou no Insectshow, realizado na última semana, em Ribeirão Preto – SP os resultados e aprendizados das últimas safras, com foco em eficiência biológica, adequação ao clima, tecnologia de monitoramento e experimentação prática em campo.

Todas as unidades da BP adotam controle biológico completo contra a cigarrinha, utilizando Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana de forma estratégica conforme o clima e região. Três usinas se destacam por apresentarem maior agressividade da praga: Pedro Afonso – TO; Santa Juliana – MG e Tropical – GO. Nas demais unidades, a incidência é mais controlada, mas o protocolo preventivo é mantido integralmente.

Desde o ano retrasado, o grupo dispensou o monitoramento tradicional para nematoides. Isso porque toda a área plantada já recebe tratamento biológico, tanto na cana-planta quanto na soqueira, com resultados consistentes, segundo a equipe técnica.

Embora considerada a praga de mais fácil controle técnico, a broca ainda apresentou índices elevados de infestação em duas das 11 usinas na safra atual. O erro identificado foi a perda de timing — tanto de levantamento de dados quanto de aplicação do controle biológico.

Para resolver a questão, a BP implementou ferramentas tecnológicas, como sistemas de geolocalização e mapeamento via FIS, otimizando o direcionamento de defensivos. O portfólio permanece composto por Cotesia, Trichogramma e Bacillus thuringiensis, além de defensivos seletivos.

Sphenophorus levis segue como um dos maiores desafios da empresa, especialmente nas usinas próximas ao Rio Grande, como Santa Juliana e Monte Verde. Neste ano, a BP implementou o uso de nematoides entomopatogênicos, após ensaios promissores no ano anterior.

Apesar do sucesso, o uso em período seco ainda não é recomendado, devido à complexidade de aplicação e necessidade de refrigeração do produto.

Outro destaque é a introdução da cronobactéria no manejo experimental, especialmente para o controle de coleópteros. Em Santa Juliana, foi conduzido um ensaio técnico com 10 tratamentos, utilizando imagens de célula digital para monitoramento visual da infestação.

A área com histórico severo de praga apresentou diferença estatística positiva nos tratamentos com o metabólito da cronobactéria, validando a adoção do método em áreas comerciais para a safra atual.

Além das soluções mencionadas, a BP segue com a Beauveria bassiana em 100% das áreas como parte do pacote biológico e continua utilizando aplicações foliares e via suco de plantio com Tiametoxam e Lambda-cialotrina. Também continua com ensaios internos para validar tecnologias emergentes, reforçando a cultura de inovação.

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Fonte: CanaOnline