Cana de 1º corte em sequeiro alcança 199,7 TCH na RAS Company, em Colina (SP)
18-09-2026

Em uma área de pousio convertida para o plantio de cana, a RAS Company, em Colina (SP), registrou produtividade de 199,7 toneladas de cana por hectare (TCH) em uma lavoura de 1º corte cultivada em sequeiro. O resultado, acompanhado pelo Cana Show Itinerante, equivale a mais de 25 toneladas de açúcar por hectare, considerando o ATR obtido.

Segundo o consultor Júlio Campanhão, a área foi assumida há dois anos e recebeu, no ano passado, o plantio da variedade CTC 9007. Para ele, o desempenho é resultado de um manejo que prioriza correção de solo, nutrição equilibrada e uso de bioinsumos. “Prezamos muito a correção de solo, a nutrição e o uso de bioinsumos”, afirmou.

O gerente agrícola Gabriel Marangoni explicou que o trabalho começou ainda no pré-plantio, com aplicação de biocomposto incorporado via canteirizador. Antes da quebra-lombo, a área também recebeu esterco enriquecido com calcário e fosfato, estratégia que contribuiu para reduzir o uso de fertilizante mineral.

De acordo com Campanhão, foram utilizados apenas 100 kg de adubo mineral por hectare no plantio, com predominância de composto orgânico enriquecido com fósforo. O plantio foi 100% mecanizado, com sulcação e distribuição de mudas na mesma operação, enquanto a cobrição foi realizada separadamente, com trator de menor porte.

No sulco, o pacote tecnológico combinou inseticida químico de solo com insumos biológicos, como nematicida, solubilizador de fósforo e microrganismos fixadores de nitrogênio. Após o plantio, foram realizadas operações de nivelamento, aplicação de herbicidas e novo aporte de composto enriquecido com fósforo e calcário.

Gabriel destacou ainda o uso de vinhaça localizada concentrada nas áreas de cana-planta e cana-soca. A prática substitui parte da complementação com cloreto de potássio e permite associar produtos biológicos ao manejo nutricional. Na fase vegetativa, o manejo inclui três aplicações foliares, ajustadas conforme a época, com foco em controle de broca, indução de resistência e estímulo à fotossíntese. Para Campanhão, a integração dessas práticas explica o desempenho de 200 TCH.