Cargill vai assumir o controle total da Usina SJC Bionergia
06-02-2025

Usina São Francisco, em Goiás, uma das duas unidades da SJC Bionergia. Divulgação
Usina São Francisco, em Goiás, uma das duas unidades da SJC Bionergia. Divulgação

Companhia americana já detinha 50% da empresa do setor sucroenergético e agora exercerá seu direito de compra

A Cargill anunciou nesta quinta-feira (6) que vai assinar o acordo de compra  da SJC Bionergia, empresa do setor sucroenergético localizada no estado de Goiás, com duas unidades agroindustriais: uma em Cachoeira Dourada (Usina Rio Dourado) e outra Quirinópolis (Usina São Francisco).

Desde 2011, as duas unidades fazem parte de uma joint venture entre Cargill e o grupo USJ (Usina São João), de Araras (SP),  que nasceu em 2006 por meio família de José Ometto. Com participação de 50%, a ideia da multinacional americana à época era expandir as atividades no Centro-Oeste.

“Ao celebrar 60 anos de operações no Brasil, a Cargill continua acreditando e investindo no país e na agricultura brasileira”, diz Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil. “Nos últimos anos investimos mais de R$ 6,8 bilhões em nossas operações e, se concretizada após a devida aprovação dos órgãos reguladores, ter a SJC como uma empresa 100% controlada pela Cargill é um reforço importante em nossa estratégia de crescimento em energias renováveis.”

A transação será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o fechamento da operação está sujeito à aprovação do Cade e cumprimento das condições previstas no contrato.

A SJC Bioenergia conta com 4.500 funcionários e processa cana de açúcar e milho, produzindo açúcar bruto, etanol hidratado e anidro, óleo de milho e grãos secos de destilaria (DDGs) com alto teor de proteína, além de gerar eletricidade.

As tratativas para que a Cargill comprasse o controle da empresa vêm se arrastando. Em agosto de 2021, o grupo USJ entrou na justiça com um pedido de recuperação judicial no Foro de Araras e apresentou uma proposta de pagamento acordada com a maioria dos bondholders para cobrir dívidas de cerca de R$ 2 bilhões. À época, o plano de recuperação previa a transferência participações, bens e créditos a receber. No caso, a participação de 50% da USJ na SJC Bioenergia fazia parte do pacote.  Também à época, a Cargill concordou em não exercer seu direito de preferência sobre as ações da USJ.

Fonte: Forbes