Centro-Sul deve fechar safra com 610 mi t e açúcar a 14,11 cts em NY
13-02-2026

Boletim da FG/A indica mix de 50,78%, etanol a R$ 3,15 e avanço de 12,98% no etanol de milho

Por Andréia Vital

A moagem de cana da safra 2025/26 no Centro-Sul atingiu 601,035 milhões de toneladas até a segunda quinzena de dezembro, queda de 2,22% frente às 614,690 milhões do ciclo anterior, conforme o Boletim de Commodities de fevereiro de 2026 da FG/A. A projeção é de encerramento em 610 milhões de toneladas.

A produtividade recuou 4,2% ao ano, com 74,6 toneladas por hectare, e o ATR caiu de 141,45 para 138,36 quilos por tonelada. O ATR total recuou 4,36%, de 86,950 para 83,157 milhões de toneladas. A área de corte cresceu cerca de 1,9%, amenizando a retração da moagem.

O mix açucareiro subiu de 48,15% para 50,78%, sustentando a produção de açúcar em 40,236 milhões de toneladas, alta de 0,86% frente às 39,891 milhões do ciclo anterior. No mercado internacional, o contrato NY 11 fechou a 14,11 centavos de dólar por libra peso, queda mensal de 5,7%, com mínima de 14,10 e máxima de 21,75 em 52 semanas. Em reais, o contrato recuou 9,1%, para R$ 1.689 por tonelada, influenciado pela queda de 4,9% do câmbio no mês.

A produção de etanol de cana somou 24,017 milhões de metros cúbicos, recuo de 9,27% frente aos 26,472 milhões do ciclo anterior. O hidratado caiu 11,37%, de 16,698 para 14,799 milhões de metros cúbicos, e o anidro recuou 5,37%, de 9,774 para 9,249 milhões. Em contrapartida, o etanol de milho avançou 12,98%, de 5,971 para 6,746 milhões de metros cúbicos, com alta de 28,35% no anidro.

O etanol total soma 30,763 milhões de metros cúbicos, queda de 5,17% frente aos 32,443 milhões anteriores. No mercado doméstico, o hidratado atingiu R$ 3,15 por litro, alta de 4,3% em janeiro. Na bomba em São Paulo, o preço foi de R$ 4,47, com paridade de 72,1%. No Brasil, o etanol ficou em R$ 4,64 e a gasolina em R$ 6,31, com paridade de 73,5%. Apesar da queda de 9,5% nas vendas na primeira quinzena de janeiro, o consumo do Ciclo Otto acumula alta de 3,5% na safra.