Contratos agrícolas operam em alta em Nova York
12-01-2024

Projeções para a safra de café no Brasil em 2024/25 podem dar um novo rumo aos preços futuros — Foto: Freepik
Projeções para a safra de café no Brasil em 2024/25 podem dar um novo rumo aos preços futuros — Foto: Freepik

Preços do café, açúcar, algodão e cacau estão subindo na bolsa de commodities

Por Fernanda Pressinott — São Paulo

A sexta-feira (12/1) começa com alta para todos os contratos agrícolas negociados em Nova York. Os de café arábica que vencem em março sobem 0,35%, a US$ 1,8470 libra-peso.

“Os valores do café ainda tentam encontrar seu caminho. A expressiva variação diária é fruto de movimentos especulativos, que por sua vez são apoiados por indefinições no mercado”, afirma Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria.

De acordo com ele, as projeções para a safra de café no Brasil em 2024/25, que devem ser ventiladas a partir deste mês, podem dar um novo rumo aos preços futuros na bolsa.

Agentes também podem mudar suas posições a partir da divulgação dos dados de exportação do Brasil referentes ao mês de dezembro.

“Isso [os números de exportação do Brasil] vai mexer com o mercado. O volume do arábica deve ser de pouco mais de 3 milhões de sacas, resultado que deixará os investidores preocupados”, avalia Bonfá.

Em novembro, o Brasil exportou 4,3 milhões de sacas de 60 kg de café, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Açúcar

Os preços do açúcar têm alta mesmo depois dos dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) indicarem aumento de produção no Brasil: 0,28%, a 21,82 centavos de dólar por libra-peso.

A produção de açúcar das usinas do Centro-Sul atingiu 235,76 mil toneladas na segunda metade de dezembro, aumento de 35,63%. No acumulado da safra 2023/24 foram produzidas 42,05 milhões de toneladas da commodity, avanço de 25,43%.

Nas negociações do cacau, os contratos para março têm alta de 1%, a US$ 4.325 a tonelada. No mercado do algodão, os papéis com o mesmo vencimento sobem 0,53%, a 81,75 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Globo Rural