Controle eficaz e herbicidas de qualidade afastam plantas invasoras dos canaviais
18-05-2021
Tecnologias inovadoras incorporadas a agroquímicos, como a formulação microencapsulada, estão garantindo resultados positivos no manejo de ervas daninhas
Renato Anselmi
A evolução significativa no desenvolvimento de ferramentas para controle de plantas daninhas figura como parte essencial no desenvolvimento de canaviais mais produtivos e longevos. O planejamento adequado, o manejo inteligente e, principalmente, a qualidade de herbicidas estão impedindo que as plantas invasoras se tornem um grande transtorno para usinas e produtores de cana-de-açúcar.
Nos locais onde não são adotadas as medidas recomendadas por especialistas, as perdas são consideráveis. “A infestação por ervas daninhas reduz, em diversos casos, entre 15% a 20% a capacidade produtiva do canavial, diminuindo inclusive um ou dois cortes. Em situações mais extremas, onde não há nenhum tipo de cuidado ou controle, os prejuízos podem chegar a 90%”, constata o engenheiro agrônomo Marcelo Nicolai, diretor-executivo da Agro do Mato.
Não há motivos, no entanto, para tantas perdas. “Existem atualmente muitas ferramentas para controlar as plantas daninhas”, enfatiza Christian Menegatti, Gerente de Cultura da FMC. Além disso, é preciso considerar que o valor gasto para o manejo correto das invasoras representa entre 3% a 5% em relação ao custo total de produção do canavial – informa Marcelo Nicolai.
Se o controle não for eficiente, a cana perde a briga para as plantas daninhas
Crédito: FMC
A obtenção de bons resultados no controle depende, no entanto, do equacionamento de diversas variáveis. A escolha do herbicida, o índice de infestação, as condições climáticas, a presença da palha, o tipo de planta daninha (folhas estreitas ou largas) e época da colheita são alguns fatores que devem ser levados em conta no manejo – detalha Christian Menegatti. “O produtor precisa fazer o acompanhamento da infestação do canavial durante todo o tempo”, alerta.
Algumas situações exigem atenção redobrada para o controle das plantas invasoras. A presença da palha na área de cana após a colheita mecanizada de cana crua e o período mais seco do ano – que afeta o Centro-Sul durante o Outono e Inverno –, por exemplo, requerem ações e produtos específicos. Dificuldades para o controle de ervas daninhas ocorrem o ano inteiro – afirma o Gerente de Cultura da FMC.
Entre as espécies de invasoras, que têm causado grandes transtornos para produtores e usinas, incluem-se a braquiária, o capim-colchão, o colonião – exemplifica Marcelo Nicolai. A ocorrência de capim-camalote tem aumentado bastante e a corda-de-viola – uma trepadeira que se enrola na planta e atrapalha a colheita – é outra planta daninha que pode provocar sérios prejuízos, segundo o diretor da Agro do Mato. É preciso ainda lidar em áreas de expansão de cana com bancos de sementes, herdados de outras culturas – observa.
A palhada exige atenção redobrada para o controle das plantas invasoras nos canaviais
Crédito: FMC
Reator® e Boral® - Apesar dos enormes desafios para o controle das plantas daninhas nos canaviais, soluções avançadas estão proporcionando resultados altamente satisfatórios. Seletividade, eficácia, longo efeito residual são algumas características que fazem parte dos herbicidas de qualidade – destaca Marcelo Nicolai. Entre outras características, o produto precisa proteger a cultura e quem faz a aplicação – enfatiza Christian Menegatti ao abordar a importância do agroquímico ser seletivo.
Tecnologias inovadoras incorporadas a herbicidas promovem a excelência no controle. Um dos exemplos mais significativos de evolução nessa área é o Reator® 360 CS, da FMC, que contém o princípio ativo clomazone. Um dos grandes diferenciais desse produto é entregar resultados durante todas as épocas do ano, apresentando inclusive alta eficácia no período seco.
Nova denominação, desde 2017, do Gamit® 360 CS (bastante conhecido no mercado), o Reator® 360 CS possui formulação microencapsulada – informa o Gerente de Cultura da FMC –, que protege o princípio ativo das perdas por volatilização, melhora a chegada desse produto no alvo da aplicação, diminui a fotodegradação, além de ampliar o período residual. “É também uma solução eficaz para ultrapassar a camada da palha”, ressalta Christian Menegatti.
Outro herbicida com formulação que favorece a passagem do princípio ativo pela palhada é o Boral® 500 SC – também da FMC –, que realiza excelente controle com residual em plantas invasoras de folhas largas e estreitas, sendo inclusive referência no controle da tiririca. Seletivo e não volátil, o produto se diferencia por controlar amplo espectro de plantas daninhas.
“O Boral® é líder no mercado de herbicidas para cana-de-açúcar e o Reator® já ocupa a segunda colocação”, afirma Christian Menegatti
Divulgação FMC
O Boral® é líder no mercado de herbicidas para cana-de-açúcar e o Reator® já ocupa a segunda colocação – afirma Christian Menegatti. Além de soluções inovadoras para o controle de plantas daninhas, a FMC possui amplo portfólio para o combate de pragas e doenças na cana-de-açúcar.
Estratégias de manejo - Contar com ferramentas eficazes, como o Boral® e o Reator®, é fundamental para que o controle de plantas daninhas seja bem-sucedido. Mas, isto não basta. “É preciso usá-las de maneira correta”, afirma Christian Menegatti, que é engenheiro agrônomo e atua no mercado de proteção de cultivos há 25 anos. Está na FMC desde 2017. Entre as estratégias de manejo das ervas daninhas, ele cita a rotação de culturas como uma alternativa que pode apresentar bons resultados.
“O valor gasto para o manejo correto das invasoras representa entre 3% a 5% em relação ao custo total de produção do canavial”, informa Marcelo Nicolai
Crédito: Agro Mato
A realização de um bom planejamento é uma medida considerada fundamental, na opinião quase unânime de especialistas da área, para o manejo das plantas daninhas. É isto que viabilizará a utilização das ferramentas existentes da melhor forma possível – enfatiza Marcelo Nicolai, o que inclui desde a definição do momento mais favorável de aplicação até a adequação da dose. Utilizar produto seletivo, com longo efeito residual, viabilizado pela tecnologia do microencapsulamento, é um aliado importante no controle de ervas daninhas – exemplifica.
Em sua atividade de consultoria, Marcelo Nicolai – que possui mestrado, doutorado e pós-doutorado na área de plantas daninhas e herbicidas – aposta no chamado manejo inteligente. “O objetivo é fazer o controle na pré-emergência com o menor repasse possível”, esclarece. Segundo ele, o uso de herbicida deve garantir – quando se relaciona performance ao controle de plantas daninhas – que a cana expresse todo o seu potencial de produtividade em uma determinada área.
O diretor executivo da Agro do Mato afirma que os benefícios do controle das plantas daninhas não se restringem a minimizar a matocompetição e os seus efeitos, que ocasionam a redução da produtividade em toneladas de cana por hectare (TCH) e a diminuição da longevidade do canavial. O controle impacta na qualidade da matéria-prima, na quantidade das impurezas vegetais transportada para a indústria e na operacionalização da colheita mecanizada. Além disso, mantém a harmonia no ambiente de trabalho, evitando conflitos por causa da ocorrência de plantas daninhas em determinadas áreas de cana.
Fonte: CanaOnline

