Descuidos que viram incêndio: os erros mais comuns nas propriedades rurais
25-08-2026

Bituca mal apagada, queima de lixo, cinza de forno a lenha e churrasqueira acesa perto da vegetação estão entre as causas mais frequentes de incêndios florestais no campo

A maior parte dos incêndios florestais registrados em áreas rurais do Estado de São Paulo não começa por causas naturais. Começa por hábitos antigos, gestos automáticos e descuidos de poucos segundos que, no período de estiagem, encontram condições ideais para se transformar em ocorrências de grandes proporções.

Com a vegetação ressecada, a umidade relativa em queda e o vento atuando como acelerador, um foco pequeno percorre grandes distâncias em minutos. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento reúne abaixo os descuidos mais frequentes e o que fazer para evitá-los.

Mato seco e alto nos limites e áreas comuns da propriedade. Funciona como combustível e pode levar o fogo para dentro da sua propriedade. Proteja sua propriedade, mantenha essa vegetação bem roçada.

Aceiros mal conservados. O aceiro construído no início da temporada e deixado sem manutenção volta a acumular material combustível. A limpeza precisa ser constante durante toda a estiagem.

Cigarros e fósforos descartados no chão. É o erro mais comum e um dos mais perigosos. A bituca jogada às margens de estradas, carreadores e áreas de pasto seco encontra combustível imediato. Apague sempre e descarte apenas em recipientes apropriados.

Cinzas de fogão a lenha e de churrasqueiras. Cinzas aparentemente frias podem manter brasas ativas por horas. O descarte deve ser feito em local sem vegetação, com o material já resfriado e, sempre que possível, umedecido.

Churrasqueiras, fogueiras e velas próximo à vegetação. Brasas e faíscas transportadas pelo vento alcançam o mato seco a metros de distância. Em dias críticos, o mais seguro é não acender.

Uso do fogo para limpeza de terreno. A queima de resíduos de poda, restos de cultura e lixo está entre as principais causas de incêndios florestais. Atenção: o uso do fogo para fins agrossilvipastoris só é permitido com autorização prévia da CETESB, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, ou da Defesa Agropecuária, e pode não ser autorizado ou ser suspenso durante períodos críticos. Foco não autorizado é crime ambiental.

Balões. A soltura e a fabricação de balões são crimes ambientais. Além do risco de incêndio em lavouras, pastagens e áreas de vegetação nativa, provocam acidentes. O produtor não deve permitir a prática em sua propriedade, pois isso também é considerado crime.

Máquinas e equipamentos sem manutenção. Roçadeiras, tratores e implementos podem gerar faíscas ao atingir pedras, por superaquecimento ou por defeitos de funcionamento. Verifique escapamentos, motores e sistemas de abastecimento, evite operações nos horários mais quentes e mantenha equipamento de combate por perto durante o trabalho em áreas secas.

Ao identificar fumaça suspeita ou princípio de incêndio em vegetação, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193 ou pelo aplicativo Bombeiros Emergência, ou a Defesa Civil, pelo 199. Informe também os vizinhos. Nunca tente combater um incêndio florestal sozinho.

Onde acompanhar o risco

Monitoramento de Risco de Incêndios, da Defesa Civil: Link
Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, o CIIAGRO: Link
Focos de Incêndios detectados por Satélite, no Painel do Fogo: Link

Para receber alertas gratuitos da Defesa Civil no celular, basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199.

Orientações completas sobre prevenção, ação durante um incêndio florestal e medidas após a ocorrência estão reunidas no Guia Interativo de Incêndios Florestais, produzido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e Corpo de Bombeiros.