Empresa do setor sucroenergético aponta potencialidade do segmento em MS
09-02-2023
Companhia com maior número de plantas no estado tem vários projetos em perspectiva para Mato Grosso do Sul.
Por Anderson Viegas, g1 MS
Aumento de produção de maneira orgânica, implantação de fábrica de etanol de segunda geração e fábricação de biogás, estão entre os projetos na perspectiva futura da Raizen para suas operações em Mato Grosso do Sul.
A companhia possui quatro usinas sucroenergéticas em operação no estado, uma construída pela própria empresa em Caarapó e outras três adquiridas da Biosev, em Rio Brilhante e Maracaju, em 2021.
No ciclo passado, a empresa moeu 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para produzir 500 mil toneladas de açúcar, 480 mil metros cúbicos de etanol e 470 mil MWh de energia exportada para o sistema.
A companhia, que no ano passado concluiu o ciclo interno de reorganização após a aquisição das três novas usinas no estado, possui mais de 3,5 mil colaboradores diretos em Mato Grosso do Sul.
O diretor agroindustrial da empresa, Felipe Figueiredo, diz que Mato Grosso do Sul tem uma importância estratégica para a empresa, que é o player com maior número de plantas atualmente no estado.
“Acreditamos de fato no setor e em Mato Grosso do Sul, tem quem uma produção estratégica. Afinal é o quarto maior produtor nacional de cana-de-açúcar e o quinto de etanol”, apontou.
Felipe comenta que de maneira orgânica, por meio das parcerias com os produtores que cultivam a cana processada pela empresa, existe condição de ampliar entre 10% e 15% a produção de matéria-prima.
Além desse crescimento orgânico ele cita que existem outras ações desenvolvidas pela empresa para ampliar também essa produtividade. Em parceria com instituições com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), trabalha no desenvolvimento de variedades mais adaptadas as condições de solo e clima do estado e também com ciclos mais abreviados (precoces e super precoces).
Além disso, desenvolve programa que ajuda financeiramente os produtores parceiros (arrendatários de áreas), de modo que tenham acesso a crédito a juros menores, possibilitando mais investimento no manejo integrado de pragas e tecnologia (como georreferenciamento para o plantio e aplicação de defensivos e fertilizantes).
Felipe diz que a empresa também mantém em perspectiva a possibilidade de no futuro implantar uma planta de processamento de etanol de segunda geração (2G) em Mato Grosso do Sul. Esse tipo de unidade usa resíduos do processo convencional, como o bagaço de cana, para fabricar biocombustível.
A empresa já tem duas unidades em operação e outras duas sendo construídas no interior de São Paulo. O investimento em cada planta, conforme ele, gira em torno de R$ 1 bilhão.
“São empreendimentos com pegada de carbono baixíssima”, ressalta, complementado que também poderá ser implantada no estado uma unidade de produção de biogás, a partir de subprodutos como a vinhaça e a torta de filtro.
A meta da companhia, conforme ele, é diversificar cada vez mais a produção, investindo na produção de alternativas sustentáveis.

