Energisa inicia produção de biometano em Santa Catarina
07-04-2026

Usina em Campos Novos terá 28 mil m³/dia e biofertilizante

Andréia Vital

O Grupo Energisa iniciou a produção e a comercialização de biometano em Campos Novos, em Santa Catarina, onde instalou a maior usina do estado. O projeto recebeu investimento de R$ 110 milhões e marca a entrada da companhia no mercado de gás renovável, com foco em economia circular e descarbonização.

A unidade foi a primeira a obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produzir biometano no estado, em fevereiro. A liberação para comercialização ocorreu em 31 de março, permitindo o início das operações em escala.

Segundo a diretora-presidente de Negócios de Gás da Energisa, Débora Oliver, o empreendimento amplia a atuação da companhia no setor energético. “O avanço no mercado de biometano reforça esse movimento e sinaliza o nosso compromisso com a transição energética segura, com um portfólio mais sustentável”, afirma.

A planta tem capacidade para processar cerca de 300 toneladas de resíduos orgânicos por dia, com produção estimada em 28 mil metros cúbicos diários de biometano. O combustível é gerado a partir de resíduos agroindustriais, reduzindo emissões e criando uma alternativa renovável para setores intensivos em energia.

Localizada em um dos principais polos agroindustriais catarinenses, a unidade se beneficia da disponibilidade de matéria-prima em um raio de até 150 quilômetros, o que garante escala e eficiência logística. O modelo também contribui para a destinação adequada de resíduos e para a geração de energia limpa.

Além do gás renovável, a usina produz biofertilizantes a partir do reaproveitamento dos resíduos processados. A capacidade anual é de cerca de 40 mil toneladas, destinadas ao uso agrícola como complemento ou alternativa a insumos minerais.

De acordo com o diretor de Negócios de Biogás do Grupo Energisa, Luiz Fernando Tomasini, a integração entre energia e insumos agrícolas amplia o potencial do projeto. “O modelo transforma resíduos em energia limpa e fertilizantes, agregando valor à cadeia produtiva e fortalecendo o papel do biogás no agronegócio”, afirma.