Estudos do CEPENFITO revelam influência climática e avanços no manejo integrado do Sphenophorus
O Centro de Pesquisa em Engenharia – Fitossanidade em Cana-de-Açúcar (CEPENFITO), da Unesp/FCAV, vem consolidando uma base científica robusta para o manejo racional do Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana, praga subterrânea que causa prejuízos crescentes ao setor sucroenergético. Em uma série de estudos coordenados pelo professor doutor Rodrigo Cupertino Bernardes, o grupo avaliou a influência de variáveis climáticas, a eficácia de diferentes inseticidas, químicos e biológicos, e os impactos diretos sobre a produtividade e a dinâmica populacional do inseto.
Os experimentos foram conduzidos em áreas comerciais e de pesquisa com histórico de alta infestação. Os resultados demonstraram forte correlação entre o regime de chuvas e o aumento populacional da praga. Bernardes, que apresentou a palestra “Contribuições do CEPENFITO no manejo de Sphenophorus levis” durante o III Fitocana, no dia 5 de novembro, no Centro de Convenções da FCAV Unesp Jaboticabal, explicou que cada milímetro adicional de precipitação média ao longo da safra pode resultar em um acréscimo estimado de 67 formas biológicas por hectare.
A temperatura também se mostrou decisiva: ambientes em torno de 24 °C favorecem o desenvolvimento larval, especialmente no microclima estável e úmido sob a palhada.
As análises reforçam que o “gatilho ambiental” da infestação ocorre no estágio larval, e não na fase adulta. “O adulto encontrado no campo é consequência de condições que favoreceram o desenvolvimento das larvas semanas antes. Isso muda a lógica de monitoramento, porque o controle mais eficiente deve ser direcionado ao período em que o inseto está em desenvolvimento subterrâneo”, destacou o pesquisador.
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