Etanol brasileiro abastece carros da F1
26-02-2026
Com o objetivo de se tornar um esporte de carbono zero até 2030, a Fórmula 1 terá mudanças na temporada de 2026. Carros menores, mais leves e mais ágeis estarão nas pistas e, além disso, o etanol estreará como parte do combustível dos motores.
Desde 2022, o regulamento permite que cada equipe utilize 10% de etanol na mistura de combustível. Agora, para 2026, o teor aumentou para 20%. Segundo a diretora de tecnologia da Shell, Selda Gunsel, o combustível fornecido atualmente para a Ferrari HP é feito com 10% de bioetanol de segunda geração, usando resíduos de cana-de-açúcar de uma joint venture no Brasil. “De acordo com os novos regulamentos, agora devemos usar 20% de oxigenados totalmente sustentáveis, como o etanol, no combustível. Mas o resto, 80%, tem que ser inventado”, afirmou.
De acordo com a petrolífera, as invenções incluem biomassa, resíduos de lixo e gasolina sintética, conhecida como gasolina sem petróleo ou e-Fuel.
Etanol, uma potência brasileira
A escolha do etanol brasileiro para abastecer os carros da F1 reforça a potência do país em relação à produção e exportação do combustível. Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Quando se trata do etanol feito de cana-de-açúcar, o Brasil lidera o ranking.
Diante do crescimento das agendas ambientais e o surgimento de protocolos sustentáveis ainda mais rígidos, o etanol mostrou-se como uma das alternativas mais viáveis à gasolina. As principais vantagens são:
Descarbonização: a redução da quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera é chamada de descarbonização. Um dos principais é o gás carbônico, produzido a partir da queima de combustíveis fósseis, como a gasolina. Para que a descarbonização ocorra, é necessário substituir os combustíveis fósseis por opções menos poluentes. O etanol, por exemplo, emite até 90% menos gás carbônico em comparação com a gasolina.
Independência do petróleo: por ser um combustível fóssil, a gasolina é considerada um recurso não renovável, ou seja, a quantidade disponível na natureza é limitada e se renova com menor frequência. Além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, a transição energética também permite que o país tenha independência energética e não fique sujeito à disponibilidade do petróleo, que pode ser alterada de acordo com o cenário internacional.
Por isso, tanto nas ruas quanto nas pistas de F1, a tendência é que o etanol seja ainda mais presente nos tanques.
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Com informações de UOL
Fonte: Siamig Bioenergia

