EUA vão investir em cadeias sustentáveis de abastecimento de biomassa
27-05-2021
O subsecretário de Energia dos Estados Unidos, David Turk, disse que seu país vai se concentrar no desenvolvimento de cadeias sustentáveis de abastecimento de biomassa.
Durante a Biofuture Summit II, evento internacional que discutiu o desenvolvimento de energias renováveis esta semana no Brasil, ele afirmou que os americanos vão estimular o envolvimento do setor privado e a convergência de políticas críticas para obter sucesso nessa área.
Os Estados Unidos vão presidir a Biofuture Platform Initiative a partir do mês que vem, instrumento lançado na COP 22, em 2016, e liderado pelo Brasil. A plataforma é apoiada pela Agência Internacional de Energia (IEA) e age em temas como as mudanças climáticas, promovendo a coordenação internacional bioeconomia de baixa emissão de carbono na transição para energia limpa.
Turk agradeceu ao Brasil por “lançar, liderar e conduzir” a plataforma, o que ele qualificou como um “instrumento-chave para liderar a colaboração multilateral e a discussão política”.
Em nota, ele disse que “os EUA se concentrarão em aumentar continuamente o número e a amplitude de países membros para tornar esta coalizão verdadeiramente global, com foco nas principais áreas de desafio do desenvolvimento de fornecimento de biomassa sustentável , explorando e forjando consenso sobre a compreensão ambiental da biomassa como um elemento-chave da revolução da tecnologia limpa, estimulando o engajamento do setor privado e convergência de políticas críticas para permitir o sucesso”.
Política Blueprint
Na cúpula multilateral, realizada entre 24 e 26 de maio, também houve o lançamento do Marco de Política Blueprint da Plataforma Biofuture, uma avaliação crítica da bioeconomia global, destacando a necessidade de aumentar as taxas de bioenergia para cumprir as metas globais de emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas.
Durante a conferência, Paolo Frankl, chefe de Renováveis da IEA, afirmou que alcançar emissões líquidas zero globalmente até 2050 é uma “meta crítica e formidável”, que vai exigir uma “transformação sem precedentes de como a energia é produzida, transportada e usada”.
“No espaço da bioenergia, uma quantidade enorme de inovação e investimentos precisa ser desbloqueada. Ações políticas urgentes, fortes e confiáveis são exigidas dos governos, sustentadas por uma cooperação internacional muito maior, como é o necessário para atrair investimentos em escala e promover a inovação necessária”, disse Frankl.
Fonte: Valor Econômico

