Fábrica da Pilão em Jundiaí – SP passa a usar biometano em 2026
10-02-2026

Projeto reduz 2,5 mil toneladas de CO por ano e integra meta global de corte de 43,3 por cento nas emissões

Por Andréia Vital

A fábrica da Pilão em Jundiaí - SP deverá se tornar, no primeiro semestre de 2026, a primeira unidade do setor de café no país a operar com biometano. A iniciativa envolve a JDE Peet's Brasil e a Ultragaz e marca a incorporação de uma fonte renovável à matriz energética da maior planta de café torrado e moído do grupo no mundo.

A substituição do gás de origem fóssil pelo biometano permitirá evitar a emissão de aproximadamente 2.500 toneladas de dióxido de carbono por ano na região. O combustível é obtido a partir da purificação do biogás gerado na decomposição de resíduos orgânicos em aterros sanitários, o que amplia o aproveitamento energético desses resíduos e fortalece a economia circular.

Segundo a diretora de Operações da JDE Peet’s Brasil, Marisa Penteado, a adoção do biometano reforça o compromisso da companhia com práticas industriais de menor impacto ambiental, ao transformar resíduos em energia e inovação. A executiva destaca que a iniciativa contribui para reduzir emissões diretas da operação e para qualificar a matriz energética da unidade de Jundiaí.

O projeto prevê logística dedicada. O biometano será transportado do aterro sanitário até a fábrica por caminhões movidos pelo próprio combustível, dispensando o uso de dutos e evitando o emprego de veículos a combustão fóssil no transporte, o que reduz emissões adicionais ao longo da cadeia.

A implementação do biometano integra a estratégia de sustentabilidade da JDE Peet’s por meio do programa Common Grounds. A companhia assumiu o compromisso de reduzir em 43,3 por cento as emissões absolutas de gases de efeito estufa dos escopos 1 e 2 até 2030, com foco em eficiência energética, logística mais eficiente e apoio a práticas produtivas de menor impacto ambiental.

Para o presidente da JDE Peet’s Brasil, André Maurino, o uso do biometano representa um passo concreto na transição energética da indústria do café, ao combinar inovação tecnológica, redução da pegada de carbono e alinhamento aos compromissos globais de descarbonização.

Na avaliação da Ultragaz, o biometano é uma das principais alternativas para acelerar a transição energética no país, especialmente no uso industrial. Produzido a partir de resíduos urbanos, agrícolas e agroindustriais, como bagaço de cana e dejetos de produção, o combustível contribui para reduzir emissões de metano em aterros, diversificar a matriz energética e diminuir a dependência de fontes não renováveis.