Fatores abióticos, como a seca, causam mais perda anual na produção agrícola do que todos os patógenos combinados
18-03-2022
Estimativas apontam que as culturas podem alcançar apenas 24% de seu potencial em função dos fatores abióticos, que reduzem até 65% da produção. O uso de bioestimulantes pode ajudar a minimizar o prejuízo
Leonardo Ruiz
Durante o lançamento da marca “Biológicos da FMC”, que ocorreu nesta quinta-feira (17) em Ribeirão Preto/SP, o professor e pesquisador da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", campus de Botucatu, Carlos Alexandre Costa Crusciol, explicou em detalhes como os fatores abióticos, como seca, altas ou baixas temperaturas e salinidade, podem reduzir o potencial da cana-de-açúcar. Segundo ele, no Brasil, o estresse causado por fatores abióticos é mais drástico que aqueles causados por estresses nutricionais. “O estresse por temperaturas excessivas é ainda pior para a produtividade das culturas do que pestes, plantas daninhas e doenças.”
Além da seca, altas ou baixas temperaturas e salinidade, a deficiência ou excesso de nutrientes, os metais pesados e poluentes são alguns dos fatores abióticos que podem reduzir a produtividade da lavoura. Estimativas apontam que as culturas podem alcançar apenas 24% de seu potencial em função das perdas causadas por esses fatores, que reduzem em até 65% da produção. Os 11% restante são de responsabilidade dos fatores bióticos, causados por organismos vivos, como pragas e nematoides.
Diante desse cenário, o pesquisador afirmou que o uso de bioestimulantes pode ajudar a minimizar esses prejuízos, ao passo em que ativam o metabolismo das células, dão vigor ao sistema imunológico, reativam processos fisiológicos nas diferentes fases de desenvolvimento, estimulam o crescimento radicular, induzem a formação de novos brotos e melhoram a disponibilidade de nutrientes confinados no solo e rizosfera.
Fonte: CanaOnline

