Feplana destaca papel da cana nos 20 anos da Embrapa Agroenergia
29-05-2026
Setor reforça contribuição do etanol à transição energética
Andréia Vital
A cana-de-açúcar, matéria-prima responsável pelo desenvolvimento da produção de etanol no Brasil desde a década de 1970, esteve entre os destaques das comemorações pelos 20 anos da Embrapa Agroenergia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) localizada no Distrito Federal. A instituição é referência em pesquisas voltadas a biocombustíveis, bioinsumos, biorrefinarias e aproveitamento de resíduos agroindustriais.
Durante o evento, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Paulo Leal, foi recebido pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso. Na ocasião, os representantes destacaram a importância da pesquisa e da inovação para o fortalecimento da cadeia sucroenergética e para o avanço da bioeconomia brasileira.
Leal ressaltou que a trajetória da cana-de-açúcar está diretamente ligada à evolução da matriz energética renovável do país. Segundo ele, os investimentos em biotecnologia e no desenvolvimento de novas variedades são fundamentais para atender às demandas dos produtores e ampliar a competitividade do etanol no mercado energético.
“Na unidade, prioriza-se a economia de baixo carbono, potencializando a agricultura nessa transição bioenergética e tecnológica do país”, afirmou o presidente da Feplana durante a celebração.
A criação da Embrapa Agroenergia também foi lembrada durante o evento. Um dos principais articuladores da implantação da unidade foi o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que atuou na formulação de políticas públicas voltadas aos biocombustíveis durante sua gestão à frente da pasta. A unidade foi criada há 20 anos com foco no desenvolvimento de tecnologias para ampliar o aproveitamento energético da produção agropecuária.
Para a Feplana, o avanço das pesquisas em biotecnologia, melhoramento genético e aproveitamento de biomassa segue entre os principais fatores para elevar a competitividade da cana-de-açúcar e ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

