Inpasa inicia operação de unidade na Bahia e amplia produção
30-03-2026
Biorrefinaria em LEM terá capacidade de 470 mi litros por ano
Andréia Vital
A Inpasa iniciou a operação da nova unidade em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, ampliando sua capacidade de produção de etanol de grãos e consolidando a presença no Nordeste. A planta é a oitava biorrefinaria do grupo, sendo a sexta no Brasil, e reforça a estratégia de expansão em regiões com potencial agrícola e logístico.
Com investimento de R$ 1,3 bilhão, a unidade tem capacidade anual para processar 1 milhão de toneladas de milho e sorgo. A produção estimada inclui 470 milhões de litros de etanol, 245 mil toneladas de DDGS para nutrição animal, 23 mil toneladas de óleo vegetal e 132 GWh de energia elétrica.
Durante a construção, o projeto gerou 2.500 empregos diretos e indiretos. Na fase operacional, serão 450 postos fixos, com prioridade para trabalhadores locais.
A nova biorrefinaria chega em um momento de avanço das cadeias integradas de produção e de busca por maior eficiência logística no Matopiba. Segundo o CEO da Inpasa, Éder Odvar Lopes, a presença da empresa tende a estimular o cultivo da segunda safra e diversificar a produção agrícola. “A presença da Inpasa deve impulsionar o cultivo da segunda safra e incentivar o sorgo como alternativa viável ao milho, com ganhos em previsibilidade de comercialização, logística regional e capacidade de armazenamento, que são desafios recorrentes para os produtores do Matopiba”, afirmou.
Com as operações em Balsas, no Maranhão, inaugurada em 2025, e agora em Luís Eduardo Magalhães, a companhia amplia sua atuação no Nordeste e passa a se posicionar como o segundo maior grupo produtor de etanol do mundo.
Fundada em 2006, a Inpasa iniciou suas atividades no Paraguai e hoje conta com oito unidades em operação, sendo duas no país de origem e seis no Brasil, distribuídas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia. A empresa também prevê a inauguração de novas plantas em Rio Verde, em Goiás, e Rondonópolis, em Mato Grosso, até 2027.
A estratégia industrial inclui o aproveitamento integral da matéria-prima, com produção de etanol, DDGS, óleos vegetais e bioeletricidade destinados ao mercado interno e à exportação para cinco continentes, ampliando a atuação da companhia na bioeconomia e na transição energética.

