Integração de dados e disciplina operacional elevam a performance da manutenção na Cargill
A integração entre pessoas, processos e tecnologia tem redefinido a gestão de ativos no setor sucroenergético. Essa foi a principal mensagem apresentada por Vitor Hugo Puton, supervisor corporativo de Processos Agrícolas da Cargill Bioenergia, durante o IX Seminário GMEC 2025, realizado no fim de novembro em Ribeirão Preto- SP.
Segundo Puton, a implantação da Central de Manutenção Integrada CMI teve início na entressafra, com um workshop voltado ao alinhamento de métodos, responsabilidades e critérios de qualidade da informação. O objetivo central foi reduzir o tempo de equipamento parado e elevar a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.
No novo modelo, a ordem de manutenção passou a ocupar papel central no processo. O registro correto desde a abertura tornou-se requisito obrigatório, e o conceito de falha foi ampliado para incluir qualquer desvio que prolongue a indisponibilidade, como atrasos logísticos ou falhas de comunicação. A mudança exigiu maior disciplina operacional e revisão de rotinas.
Para reduzir ruídos na comunicação, a companhia implantou em abril um chatbot para abertura de ordens. Desde então, 48,7% das solicitações já são realizadas pela ferramenta, totalizando cerca de 10 mil registros digitais. Cada chamado é validado por um controlador que cruza informações de logística, telemetria e sistemas agrícolas, dentro de um SLA interno de cinco minutos, o que reduziu congestionamentos no rádio e acelerou o fluxo.
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