Jalles reverte prejuízo e lucra R$ 55,4 milhões no 3º trimestre da safra 2025/26
18-02-2026
Ebitda ajustado soma R$ 1,02 bilhão nos nove meses e alavancagem recua para 1,2 vez
Por Andréia Vital
A Jalles registrou lucro líquido de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26, revertendo prejuízo de R$ 73,5 milhões no mesmo período do ciclo anterior. No acumulado de nove meses, o lucro líquido alcançou R$ 60,4 milhões, ante resultado negativo de R$ 42,1 milhões um ano antes, conforme apresentação de resultados divulgada pela companhia.
O Ebitda ajustado somou R$ 1.023,7 bilhão nos nove meses, alta de 7,7% na comparação anual, com expansão de margem de 56,4% para 61,6%. No trimestre, o Ebitda contábil foi de R$ 319,3 milhões, queda de 17,1%, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 346,1 milhões, recuo de 10,3%. Já o EBIT ajustado acumulado caiu 24,6%, para R$ 258,9 milhões, com margem de 15,6%.
A receita líquida do terceiro trimestre totalizou R$ 515,3 milhões, retração de 30,4% na base anual. O lucro caixa avançou 29,5% nos nove meses, para R$ 113,7 milhões.
No acumulado da safra, a moagem atingiu 7,076 milhões de toneladas, queda de 10,1% frente a 7,868 milhões de toneladas em 9M25, refletindo menor volume de cana nas unidades Jalles Machado e Santa Vitória, impactadas por restrição hídrica e matocompetição na área orgânica. O TCH recuou 11,9%, para 74,5 toneladas por hectare, enquanto o ATR médio avançou 0,5%, para 139,3 kg por tonelada.
A área colhida cresceu 3,4%, para 94,8 mil hectares. O mix de produção ficou em 53,6% para açúcar e 46,4% para etanol. O ATR comercializado somou 768,3 mil toneladas, praticamente estável na comparação anual, com 78,0% do ATR produzido já comercializado.
No segmento comercial, as vendas de etanol anidro alcançaram R$ 270 milhões no acumulado da safra, alta de 48%, com preço médio de R$ 3,27 por litro. O preço bruto médio ponderado estimado do etanol para 2025/26 é de R$ 3,40 por litro, ante R$ 3,07 por litro em 2024/25. Os estoques de etanol cresceram 10,4%, para 119,1 mil m³, enquanto os estoques de açúcar recuaram 45,5%, para 96,2 mil toneladas.
Na gestão de risco, 100% do volume disponível de açúcar da safra 2025/26 está fixado a preço médio de R$ 2.431 por tonelada. Para 2026/27, 75% do volume está travado a R$ 2.475 por tonelada, e para 2027/28, 40% a R$ 2.511 por tonelada, com base na capacidade produtiva de açúcar VHP e cristal, descontadas frustrações de safra e parcerias agrícolas.
A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 1,832 bilhão, alta de 0,5%, enquanto a alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda caiu de 1,3 vez para 1,2 vez. O prazo médio da dívida passou de 4,7 anos em março para 4,9 anos em dezembro. A rentabilidade do caixa permaneceu em CDI mais 0,2%, e o custo médio da dívida ficou em CDI mais 0%, indicando disciplina na alocação de capital e preservação de liquidez.

