Manejo integrado impulsiona produtividade em fazenda em Nova Europa, que registra média de 105 toneladas por hectare em cana de 3º corte
20-07-2026
Em um cenário de preços pressionados e margens mais apertadas, produtores de cana-de-açúcar têm buscado alternativas para manter a rentabilidade no campo. Entre as estratégias adotadas, o investimento em tecnologias e práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade por hectare tem ganhado destaque.
Nos últimos dois anos, um trabalho técnico focado na recuperação e manutenção da soqueira vem sendo desenvolvido com o uso de corretivo de solo à base de hidróxido de cálcio, magnésio e enxofre, aplicado na linha da cana. A prática é associada a um manejo biológico composto por Azospirillum brasilense, bioestimulantes à base de extrato de algas e aminoácidos, além de solubilizadores de fósforo.
De acordo com o engenheiro agrônomo Diego Augusto, responsável pela consultoria técnica, a combinação dessas práticas tem apresentado resultados expressivos. “O manejo eficiente é um dos principais pilares para elevar a produtividade e preservar o potencial produtivo do canavial”, afirma.
Na safra de 2026, uma fazenda localizada no município de Nova Europa (SP) alcançou produtividade média de 105 toneladas por hectare em cana de 3º corte. Segundo Augusto, o resultado está relacionado ao planejamento, ao acompanhamento constante da lavoura e à adoção de práticas agronômicas consistentes.
Além do uso de tecnologias biológicas e da correção da fertilidade do solo, o controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças também foi apontado como fator essencial para manter a longevidade do canavial e favorecer a expressão do máximo potencial produtivo da cultura.
Para o agrônomo, os resultados reforçam que a produtividade no campo depende da soma de decisões tomadas ao longo de todo o ciclo da cultura, e não de uma única solução isolada. “O campo não aceita argumentos, apenas resultados. Quem investe em manejo colhe produtividade”, conclui.

