Margem de processamento das usinas de etanol de milho cresce 37% em MT
27-02-2024
Preço do caroço de algodão no Mato Grosso sobe 8,55% em fevereiro, diz Imea
Por Paulo Santos — São Paulo
A Margem Bruta de Processamento das usinas de etanol de milho em Mato Grosso na parcial de fevereiro, até o dia 23 de fevereiro, fechou na média de R$ 577,16 a tonelada, valorização de 37,43% e 31,73% se comparado com o mesmo período do ano passado e de janeiro, respectivamente.
Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que atribuiu o aumento mensal ao preço do etanol hidratado no Estado, que exibiu alta de 12,31%, no comparativo.
“A valorização do biocombustível se deu pela margem que as usinas tiveram para elevar o preço sem perder a competitividade em relação à gasolina, visto que o combustível fóssil sofreu ajustes em sua alíquota tributária no último mês”, disse o Imea, em boletim.
Por fim, o instituto lembra que é preciso ficar atento aos preços do milho, que afetam diretamente a margem bruta de processamento das usinas de etanol. Na parcial de fevereiro, o preço do insumo caiu 6,53% em relação ao mês passado, e fechou na média de R$ 38,35 a saca.
Algodão
Após despencar em 2023, o preço do caroço de algodão segue em trajetória de alta nas últimas semanas em Mato Grosso, mostra análise do Imea.
Na parcial de fevereiro, o preço médio está em R$ 675,24 a tonelada, 8,55% acima do registrado no mesmo período de janeiro.
“Com o período de entressafra do algodão acontecendo, o que tem limitado a oferta da pluma, os produtores vêm aumentando seu preço de venda, tendo em vista a necessidade dos compradores em ter o produto, o que tem impulsionado os preços do caroço”, destacou o Imea, em boletim.
Além disso, o instituto lembra que restam 20,58% do caroço da safra 2022/23 para ser comercializado. Assim, o menor estoque disponível também tem influência nos preços praticados no Estado.
Diante do atual cenário, o Imea ressalta que o comportamento dos preços é ponto de atenção até a colheita do algodão da safra 2023/24, visto que a entrada da nova produção no mercado tende a reduzir os preços devido à maior oferta.
Fonte: Globo Rural

