Mercado do açúcar estende ganhos no exterior, enquanto mercado interno intensifica queda
24-04-2026

Quinta-feira (23) registra novas altas em Nova York e Londres, mas indicador paulista recua com força e etanol amplia perdas no mês.

O mercado do açúcar voltou a subir nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (23), dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões.

Em Nova York, de acordo com dados do ICE Futures, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia em alta. O maio/26 avançou 0,03 cent, fechando a 13,60 cents de dólar por libra-peso. O julho/26 subiu 0,08 cent, para 13,89 cents/lbp, enquanto o outubro/26 também ganhou 0,08 cent, encerrando a 14,31 cents/lbp. Os contratos mais longos também registraram valorização.

Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco manteve o viés positivo. O contrato agosto/26 avançou US$ 3,80, sendo negociado a US$ 427,50 a tonelada. O outubro/26 subiu US$ 3,00, para US$ 425,00, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 2,00, encerrando a US$ 425,60 a tonelada. Os demais vencimentos também apresentaram ganhos.

Mercado interno

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou queda expressiva de 3,01% nesta quinta-feira (23). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 96,06.

Com o resultado, o indicador acumula recuo de 8,91% em abril, evidenciando o aumento da pressão no mercado físico com o avanço da safra.

Análise

Segundo o portal Notícias Agrícolas, a recente alta do petróleo tem dado suporte às cotações internacionais, ao favorecer a competitividade do etanol e, consequentemente, reduzir a oferta potencial de açúcar no mercado global.

Apesar disso, no Brasil, o cenário segue mais pressionado. A expectativa de maior oferta com o avanço da safra 2026/27, somada a uma demanda mais cautelosa, mantém os preços em queda. Compradores seguem retraídos, aguardando novas oportunidades diante da perspectiva de maior disponibilidade no curto prazo.

Etanol

No mercado paulista, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.523,50 por metro cúbico nesta quinta-feira (23), com queda de 1,54% no comparativo diário.

No acumulado de abril, o indicador registra retração de 16,65%, reforçando o cenário de desvalorização contínua no mercado de biocombustíveis.

Mariana Navarro
Fonte: Agência UDOP de Notícias