Milho e soja iniciam safra sob pressão de oferta e estoques globais maiores
13-02-2026
Boletim da FG/A aponta soja a US$ 11,15, milho a US$ 4,30 e produção brasileira de 176,1 mi t
Por Andréia Vital
A primeira safra do milho alcançou 95,2% da área plantada, variação de 0,2% frente ao ciclo anterior, conforme o Boletim de Commodities de fevereiro de 2026 da FG/A. A colheita soma 8,6% ante 10,5% no ano passado. A safrinha avançou para 12% da área, contra 5,3% no ciclo anterior, com destaque para Mato Grosso, que já atinge 22,1% ante 6,2% na safra passada.
A produção total é estimada em 138,9 milhões de toneladas, queda anual de 1,5%. No mercado internacional, os estoques globais foram revisados para cima diante de safras recordes nos Estados Unidos, com avanço de 14,3% ao ano, e na China, com alta de 2,1%. O milho fechou a US$ 4,30 por bushel, queda mensal de 3,5%, com máxima de US$ 5,09 e mínima de US$ 3,74 em 52 semanas. No mercado interno, Campinas registrou R$ 67,09 por saca, recuo de 3,0%, enquanto Sorriso caiu 6,2%, para R$ 46,25.
Já a colheita da soja 2025/26 atingiu 11,4% da área nacional, acima dos 8,0% observados no mesmo período do ciclo anterior, segundo o documento da FG/A. Em Mato Grosso, o avanço é mais expressivo, com 33,2% da área colhida ante 14,7% no ano passado. Já no MATOPIBA, os trabalhos seguem incipientes devido ao atraso no plantio. Ainda há 44% da área em fase de enchimento de grãos, o que mantém a dependência das condições climáticas nas próximas semanas.
A Conab revisou a estimativa da produção brasileira para 176,1 milhões de toneladas, corte de 1,5 milhão frente à projeção anterior. No cenário global, o USDA elevou os estoques finais da safra 25 26 para 124,4 milhões de toneladas, acima das 123,4 milhões do ciclo passado, refletindo maior produção no Brasil e nos Estados Unidos.
Na CBOT, a soja fechou a US$ 11,15 por bushel em 9 de fevereiro, alta mensal de 6,5%. A máxima em 52 semanas foi de US$ 11,53 e a mínima de US$ 9,61. No mercado doméstico, a maior oferta física e a queda do dólar pressionaram os preços. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 124,73, recuo de 7,0% no mês, próxima da mínima de 52 semanas de R$ 124,34. A máxima no período foi de R$ 143,59. Em Sorriso, a cotação caiu 4,2%, para R$ 100,20 por saca, com mínima de R$ 99,12 e máxima de R$ 122,30.

