Na Cooperativa Pindorama, confira as diferenças na produção de etanol com cana, milho e sorgo
Diversificação de atividades, produtos e fontes de renda integram os diferenciais da Cooperativa Pindorama, localizada na comunidade de Pindorama, no município de Coruripe, no sul de Alagoas. São 15 agroindústrias e quase 100 produtos no mercado. A maior parte da matéria-prima, como cana, goiaba, coco, maracujá, é fornecida pelos cooperados, cerca de 1100, todos donos do negócio.
Na década de 1980, a Pindorama começou a produzir etanol com cana. Em 2023, inaugurou a primeira destilaria de etanol de milho do Nordeste, passando a produzir etanol o ano todo. E neste ano, trocou o milho pelo sorgo. Valdir Vilela, químico na Pindorama, observa que a mudança do milho para o sorgo em relação ao processo, à produtividade e ao rendimento em litro de álcool não mudou praticamente nada. “No processo da produção de etanol com sorgo, a temperatura é um pouco mais elevada para facilitar a degradação da enzima. Já a fermentação é igual, assim como a quantidade de horas e de fermento utilizado. O volume de litros de etanol e a qualidade do produto são os mesmos.”
Se entre milho e sorgo na produção de etanol as diferenças são poucas, com a cana-de-açúcar muda completamente. "Os conceitos às vezes são os mesmos. Mas o processo não. Com a cana, é necessário a moenda para espremer a cana, para ter o caldo. O milho tem que ter o moinho para formar o farelo. E do farelo acontece a quebra com as enzimas. Na cana, não precisa fazer isso. É só esmagar, ter o caldo e a fermentação trabalha assumindo a glicose", observa Valdir.
Confira:

