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Na Usina Caeté, a irrigação não é perfumaria, é uma necessidade de sobrevivência

Enquanto a irrigação ainda é uma prática que vem sendo introduzida nos canaviais da região Centro-Sul, na região Nordeste é consolidada. Mário Sérgio Matias, superintendente Agrícola da Usina Caeté, no sul de Alagoas, afirma que no Nordeste a irrigação não é perfumaria, é uma necessidade de sobrevivência.

Mário Sérgio conta que a irrigação no Nordeste iniciou em grande escala a partir da década de 1990. Na ocasião, constatou-se que as baixas produtividades estavam relacionadas principalmente ao fator de escassez de água, então o setor voltou-se para a irrigação, não só para aumentar a produtividade, mas para estabilizar a produção.

“Partimos para uma escala comercial em projetos mais ousados, de pivô, gotejamento, sistemas que estavam em outras culturas já em larga escala. Evoluímos com essa prática e hoje não admitimos perímetro irrigado abaixo de 70% da sua área cultivada. É necessário ter um percentual bem expressivo de irrigação para estabilizar a produção e melhorar a produtividade. Porque na região, trabalhamos com situações muito complicadas em relação ao clima. No ano passado, tivemos uma seca extrema, pegando uma série histórica de 50 anos, nunca foi parecido com isso”, informou Mário Sérgio.

A Usina Caeté conta com 27 equipamentos de pivô linear, cada um deles cobre 300 hectares. Na outra unidade do Grupo Carlos Lyra em Alagoas, a Marituba, são mais 17 pivôs desses. O Grupo está reintroduzindo o sistema de irrigação por gotejo, Segundo Mário Sérgio, é um sistema mais técnico, porém mais eficiente. Eles adotaram o conceito de lâmina reduzida para otimizar o recurso de água de uma forma eficiente, focando exatamente o quesito de aumento de produtividade. “O nosso objetivo é preencher esse perímetro em torno de 30% a 35%. Isso vai perfazer esse plano diretor de irrigação focado em gotejo, nas duas unidades, em torno de 4 ou 5 mil hectares.”

Veja no vídeo os detalhes: