Não basta o setor bioenergético ser pioneiro, mas se apropriar do valor criado
10-12-2024

O setor não pode apenas pensar em criar valor com novos produtos, mas sim em se apropriar do valor criado numa indústria cada vez mais comoditizada

“O desafio mais complexo é descomoditizar num mundo que está cada vez mais comoditizado.” As palavras do Head de Açúcar para as Américas da Hedgepoint, Carlos Murilo Barros de Mello, durante sua participação na live  - “A evolução do mercado bioenergético - A cana e seus vários produtos”, para conteúdo do livro Cana de Tudo: do Açúcar ao Infinito -, podem até soar complicadas num primeiro momento, mas retratam fielmente a realidade da indústria mundial.

O economista explicou que muitos setores se destacam por seu pioneirismo no lançamento de novos produtos. O problema é que esses produtos são promissores apenas enquanto houver liderança de mercado. Depois de algum tempo, virão os copiadores e, consequentemente, a comoditização. “Aconteceu isso na agroindústria canavieira. Primeiro com o açúcar e depois com o etanol. Inevitavelmente, acontecerá também com o etanol de segunda geração e o SAF (Sustainable Aviation Fuel).”

Na visão de Mello, o Brasil provavelmente sairá na frente na produção do combustível sustentável para aviação. No entanto, depois de alguns anos, países como a Tailandia, Índia e Guatemala irão copiar a tecnologia e passar a injetar SAF no mercado mundial. “Por conta disso, não podemos apenas pensar em criar valor com novos produtos, mas sim em se apropriar do valor criado numa indústria cada vez mais comoditizada”, salientou.

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